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Clube da luluzinha Chega ao Brasil uma onda que já é sucesso nos Estados Unidos: as academias só para mulheres. A campeã em franquias nesse segmento, a rede Curves, tem mais de 8 mil unidades no mundo todo. Veja o que você ganha com a novidade.
TATIANA SCHIBUOLA. FOTOS: FÁUSTULO
O sucesso absoluto das academias exclusivas para a ala feminina
justifica-se por uma forte tendência no mundo do fitness:
atender separadamente a públicos diferentes que não
querem mais dividir o mesmo espaço. Foi-se o tempo em
que jovens bombados, garotas saradas, donas de casa e gente fora de
forma compartilhavam a sala de musculação. "Hoje, mulheres com
quilinhos a mais não querem se sentir intimidadas, as que não curtem
academias desejam ser atraídas por um ambiente mais natural e as que
precisam se exercitar por motivos de saúde vão atrás de treinos específicos",
revela Luciana Mankel (SP), da rede Curves no Brasil.
UM ESPAÇO SÓ SEU
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| Um diferencial da 30' in Shape é a presença constante de uma professora de ginástica na sala de aparelhos. Ela acompanha de perto a performance das alunas, orientando-as e tirando suas dúvidas. Outra novidade da academia é a cama elástica, que substitui a caminhada na esteira e queima mais calorias. |
Pensando nisso, bem antes das franquias americanas
invadirem o Brasil, a professora de educação
física e empresária Rachel Voietta já havia
inaugurado, em 2000, a RR Fitness, em Belo
Horizonte. Quando abriu a empresa, planejava
criar um diferencial para enfrentar o mercado
competitivo. "Após um trabalho de muita observação
e pesquisa, cheguei à conclusão de que
mulheres na faixa etária dos 40 aos 50 não compunham
o quadro representativo das academias.
Apostei no projeto de que elas se sentiriam mais
tranqüilas em um espaço só seu."
Ela estava certa. Essa hipótese se confirma
anualmente nas avaliações distribuídas às alunas,
que atestam a vantagem de ter um ambiente
onde não precisam se preocupar com a roupa
que estão usando ou se estão acima do peso.
MALHAÇÃO PERSONALIZADA
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Na Curves os
espelhos, que
geralmente
forram as
paredes das
salas de aula,
foram sabiamente
substituídos
por desenhos
bem-humorados
de mulheres
malhando
nos mesmos
aparelhos
que equipam
o espaço. Não
tendo que
se preocupar
com o visual,
a freqüentadora
se concentra
melhor
no exercício. |
Não é só a freqüência 100% feminina que faz
a diferença desse tipo de escola. Na maioria dos
programas não há um cardápio de treinos variados,
desses que atraem as novidadeiras. O que
rola por lá é um circuito básico de musculação,
com aparelhos que trabalham grupos musculares
importantíssimos para deixar linda a silhueta das
mulheres: braços, abdômen, bumbum e pernas.
Como não poderia deixar de ser, ele também
inclui exercícios de aeróbica, com equipamentos
ergométricos (bicicletas e esteiras) ou steps e
camas elásticas, com enfoque no emagrecimento.
As alunas alternam-se entre 1 e 2 minutos
em cada estação. E não têm horário para começar
ou terminar. Qualquer uma pode chegar
sem hora marcada e entrar na malhação, que,
em geral, dura de 30 a 40 minutos. Nesse esquema,
o gasto calórico varia de 350 a 600 calorias.
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