É
claro que, para fazer descer o ponteiro da balança, é preciso gastar mais
energia do que se consome. E essa proeza se consegue associando dieta
hipocalórica e ginástica. O que talvez você não saiba é que, para alcançar
melhores resultados, seu programa de atividade física deve ter movimentos
de força e não apenas aeróbicos (corrida, caminhada, natação, bicicleta).
Isso porque a aula de musculação também emagrece bastante, além de enrijecer
o corpo. Como?
"Se a aluna exercitar os grupos musculares de forma intercalada (primeiro
os membros inferiores, depois o tronco e, por último, os superiores, por
exemplo) e ininterrupta por 50 minutos, a modalidade ganha característica
aeróbica, pois haverá um estímulo cardiovascular", declara Carlos Cintra,
preparador físico e fisiologista do exercício, de São Paulo. A conseqüência
é um gasto de calorias superior ao de uma aula de força convencional,
já que a diminuição do valor energético se dará por dois caminhos ao mesmo
tempo: o trabalho muscular e o cardiovascular. De acordo com Fernando
Torres, médico esportivo do Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício
(Cefe) da Universidade Federal de São Paulo, como em um circuito com pesos
praticamente não há pausa, a freqüência cardíaca se mantém em níveis elevados,
fazendo o organismo aumentar a participação do metabolismo aeróbico. Conclusão:
redução de medidas na silhueta.
MENOS GORDURINHAS APÓS O EXERCÍCIO
Os treinos convencionais de musculação utilizam predominantemente o metabolismo
anaeróbio, ou seja, queimam carboidratos e não dependem do oxigênio da
respiração no processo de produção de energia. Por isso, não são bons
estimuladores da capacidade cardiorrespiratória. Mas, apesar desse metabolismo
detonar calorias apenas à custa de carboidratos, ele colabora para o aumento
do gasto calórico total diário, favorecendo a eliminação dos penuzinhos
extras.
E não é só: mesmo depois de terminada a sessão, o corpo continua despendendo
energia. "No repouso que se segue aos exercícios anaeróbicos, o organismo
passa a enxugar gordura para repor o glicogênio utilizado pelos músculos",
explica Carlos Cintra. Outra curiosidade é que a fibra muscular elimina
mais calorias que outros tecidos até quando está em descanso. Por isso,
toda vez que a musculatura cresce de tamanho eleva também o consumo calórico.
"Esses gastos adicionais são bem pequenos se comparados aos de uma aula,
mas a longo prazo também ajudam", diz Fernando Torres. Vale lembrar que
um treino aeróbico com cargas adequadas utiliza mais combustível que uma
sessão de musculação convencional. Portanto, não se deve abandonar esse
tipo de atividade, a idéia é incluir os pesinhos para turbinar o emagrecimento.
Veja nas páginas seguintes uma série de exercícios de força para fazer
em casa.
Escolha
seu treino
Esta aula foi preparada pelo personal trainer Carlos Cintra (SP) para
ser executada sem interrupção. Você realiza um exercício e, logo depois,
sem pausa, passa para outro, até cumprir os 12 movimentos. Como os grupos
musculares são trabalhados alternadamente, é possível concluir toda a
seqüência sem dificuldade, desde que seu nível de aptidão seja respeitado.
Também é importante não alterar a ordem de execução das séries. Para facilitar,
tente realizar os movimentos em grupos de três (1, 2, 3 / 4, 5, 6 / 7,
8, 9 / 10, 11, 12), observando sempre a seqüência proposta. Agora consulte
a tabela abaixo e veja o treino que mais combina com o seu pique.
| Nível de aptidão |
Freqüência semanal |
Séries |
Repetições
|
Caneleira (kg)
|
Pesinho (kg) |
| Iniciante |
1 a 2 vezes |
1 a 2 |
15 a 25
|
1 a 2
|
1 a 2 |
| Intermediário |
3 a 4 vezes |
3 a 4 |
26 a 35
|
3 a 4
|
3 a 4 |
| Avançado |
5 a 6 vezes |
5 a 6 |
36 a 45 |
5 a 10 |
5 a 7 |
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