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Pernas de estrela Conheça as quatro técnicas mais modernas para eliminar de vez varizes e vasinhos. Elas não causam dor e dispensam cortes, anestesia e internação. É fazer e colher os elogios!
IRACY PAULINA

Fininhos e avermelhados ou mais grossos e escuros, os vasinhos e as varizes
são uma real ameaça para a beleza da mulher. Afinal, ninguém quer sair
por aí exibindo pernas marcadas com essas linhas indesejáveis. Felizmente,
graças aos avanços da medicina, não param de surgir técnicas novas, mais
rápidas e menos invasivas para acabar com o mal, independentemente do
calibre das veias comprometidas.
"O problema surge quando vasos e capilares venosos superficiais (os vasinhos)
se dilatam e perdem a capacidade de bombear o sangue perna acima para
que ele volte ao coração", explica Newton de Barros Júnior, professor
de cirurgia vascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Esse
sangue que não retorna fica parado nos vasos alargados, tornando-os visíveis.
HERANÇA GENÉTICA E MAUS HÁBITOS
Em geral, herda-se a tendência a ter veias com paredes menos resistentes
e que por isso podem se dilatar mais facilmente. Mas existem fatores desencadeantes
capazes de provocar varizes em qualquer mulher, como uso de anticoncepcionais
hormonais, vida sedentária, estresse, consumo de bebida alcoólica, fumo
e atividades profissionais que obrigam ficar muito tempo em pé ou sentada.
Segundo os médicos, as microvarizes (vasos com até 1mm de diâmetro) causam
apenas dano estético. "Elas não viram varizes grandes como se pensa",
afirma o especialista da Unifesp. Já as veias mais grossas (de 2 a 4 mm
ou mais) provocam sensação de peso e cansaço nas pernas e podem evoluir
para uma trombose (morte da veia), por exemplo. A boa notícia é que as
técnicas modernas previnem as complicações, tratam e eliminam até as varizes
mais grossas com o mínimo de efeitos colaterais pós-tratamento. Veja agora
quais os métodos mais recentes e para que casos são recomendados.
Tecnologia
de ponta |
CRIOESCLEROTERAPIA
Indicada para acabar com vasinhos e microvarizes, a técnica
usa o mesmo princípio da convencional escleroterapia: injeta
neles um medicamento com o objetivo de secá-los. A diferença
é que os ativos empregados são congelados a 40ºC negativos.
Por estar gelada, a substância provoca a contração do vaso,
potencializando seu efeito. "As aplicações são praticamente
indolores", revela o cirurgião vascular Carlos Alberto Carvalho,
representante da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia.
Tempo de tratamento: cerca de 35 sessões.
Vantagem: no dia seguinte já está
liberado o banho de sol.
Preço médio: R$ 120 por sessão.
APLICAÇÃO DE LASER
O aparelho age nos vasos e microvarizes causando uma pequena
lesão. O sistema imunológico reage enviando para a área substâncias
que formam uma espécie de cicatriz, que é logo absorvida pelo
organismo. É especialmente indicado para tratar as regiões
do tornozelo e do pé, onde as picadas de agulha podem ser
muito dolorosas. No caso de veias azuis-esverdeadas, a associação
do laser e da crioescleroterapia possibilita resultados mais
eficazes.
Tempo de tratamento: de 2 a 10 aplicações.
Vantagem: é indolor.
Preço médio: R$ 500 por sessão.
LASER ENDOVASCULAR
Esse é o método de tratamento com laser mais recente para
combater varizes grossas. Com o auxílio de uma agulha, o especialista
introduz no vaso com problemas um finíssimo cabo de fibra
ótica e o bombardeia com aplicações. "Com isso, espera-se
que a veia seque e seja reabsorvida pelo organismo, sem que
haja necessidade de arrancá-la", esclarece Ary Elwing, angiologista
do Hospital Albert Einstein (SP). O procedimento substitui
a cirurgia para extração da veia.
Tempo de tratamento: uma sessão.
Vantagem: não requer internação,
anestesia ou cortes e não provoca inchaços nem
hematomas.
Preço médio: a partir de R$
6.000.
ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA
"Estudos revelam que o procedimento usado para varizes de
grosso calibre é tão eficiente quanto a cirurgia que retira
a veia", diz Eduardo de Toledo Aguiar, diretor da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Vascular (SP). Ele consiste em injetar
no vaso doente um medicamento com consistência de espuma,
que contém gás líquido em sua formulação. Essa mistura aumenta
o tempo de ação da substância nas paredes da veia, melhorando
a eficiência do tratamento. O uso de ultra-som ajuda o especialista
a direcionar a aplicação da espuma.
Tempo de tratamento: uma sessão.
Vantagem: pode ser feito no consultório e
sem anestesia.
Preço médio: R$ 2.500 por perna.
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