
Quando a descobriram e passou a ser consumida diariamente pelos incas,
há mais de 8 mil anos, a quinoa era chamada de "grão de ouro" e "mãe dos
seres humanos". Hoje dá para saber que isso não foi à toa, afinal o vegetal
traz 23% de proteínas em sua composição, além de uma concentração importante
de fibras e potássio. Na época, era considerado o item principal da dieta
daquele povo das montanhas. Com sabor leve e algo parecido com a soja
(aliás, a quinoa vem sendo celebrada como a nova versão da leguminosa),
o grão agora é reconhecido por sua importância nutricional e conquista
espaço na mesa do brasileiro, na forma de pratos doces e salgados para
lá de nutritivos.
FONTE DE SAÚDE
Estudos afirmam que seu valor protéico só pode ser comparado ao do leite
materno, deixando para trás alimentos como a carne, os ovos e o peixe.
O pseudocereal, como é classificado, é riquíssimo em substâncias relacionadas
ao desenvolvimento da inteligência, à rapidez de reflexos e a funções
como a memória e o aprendizado. "É excelente para as dietas vegetarianas,
pois tem mais aminoácidos do que a maioria dos cereais", explica a nutricionista
Cynthia Antonaccio (SP), da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar.
Boa fonte de fibras e com baixo teor de colesterol, o grão também não
faz feio no quesito vitaminas: A, B6, B1, C e E, além de ferro, fósforo,
magnésio e cálcio. "E ainda pode complementar a dieta de atletas, gestantes,
bebês e portadores de desnutrição", sugere a especialista. Tem mais: como
não contém glúten, é uma alternativa para os portadores de doença celíaca.
"Sem falar que auxilia na manutenção do sistema imunológico, no tratamento
de problemas hepáticos, da anemia e do diabetes."
AMIGA DO PEITO
Como se não bastasse, há pouco tempo foi descoberta mais uma virtude
desse supervegetal: ajuda no combate a doenças típicas da menopausa. É
que a quinoa é uma fonte poderosa de fitoestrógenos, substâncias que auxiliam
na prevenção do câncer de mama e afastam o risco de osteoporose, pois
dão uma forcinha na absorção do cálcio dos alimentos. Pesquisadores da
Universidad Mayor de San Andrés, na Bolívia, aliás, acreditam que a ausência
de casos de osteoporose na região dos Andes tem a ver com o alto consumo
do cereal, sobretudo quando confrontada com os índices da doença nas áreas
urbanas.
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