Corpo a Corpo
 
Edição 206 - Fevereiro/2006
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  MARIA-VAI-COM-AS-OUTRAS
Acompanhar à mesa a amiga magricela, o namorado e os filhos ou sobrinhos pode significar muitas calorias a mais. Para não entrar em roubadas do tipo "só hoje" ou "amanhã eu compenso", saiba se impor e encontre o equilíbrio entre agradar os outros e se sentir bem com o seu próprio corpo

ISABELA LEAL FOTOS: GUSTAVO ARRAIS

ELAS VESTEM REGATA BRANCA, BLUSA DE GEORGETE GELO E SAIA CORAL RENNER. ANÉIS FRANCESCA ROMANA. COLAR DE FIGA E PULSEIRA DOURADA ATTUALITÀ. BRINCO DE TECIDO PRETO E BRANCO E CORRENTE DE TRICÔ ACERVO BENJAMIN. VESTIDO PRETO C&A. PULSEIRA REDONDA PRETA, ANEL PRETO E BRINCO DE CRISTAL FRANCESCA ROMANA.

A cena é comum, todas já presenciamos, mas, convenhamos, é constrangedora. Estamos falando do comportamento de quem faz dieta. Para essa turma que controla calorias, participar de eventos sociais perde o sentido verdadeiro (de estar bem com quem se gosta) e vira uma tortura. Nessas horas é normal comer mais e por motivos que nada têm a ver com a necessidade básica de sentir fome. O motivo? Querer agradar, se sentir aceita e não ficar com fama de chata, que nunca sai porque vive de regime. "A comida tem um apelo emocional, as pessoas não comem apenas por estar com fome, mas também para compartilhar instantes de prazer", diz a psicóloga Rejane Sbrissa (SP). Veja como encontrar o meio-termo entre se divertir e não engordar.

amiga do peito
Toda turma tem aquela que é magra com corpo perfeito e, apesar de comer feito homem, não engorda um grama. O grande truque para essa amizade não transformá-la num balão é não ceder a tudo o que é pedido à mesa. "Muita gente se prejudica quando está de dieta ou por se privar do encontro, ou por desviar do regime. Não é fácil achar o meio-termo, mas é a única solução para esse caso. É preciso ter autocontrole, saber dizer sim e não quando for necessário. O segredo é não priorizar um em detrimento do outro", aconselha a psicóloga Rita Khater, da PUC de Campinas (SP). "Mesmo que a opção seja dizer não e comparecer à reunião social, mas sem comer, é preciso tomar cuidado para que essa decisão não gere uma ansiedade e acabe tendo efeito inverso, ou seja, desencadeie uma compulsão alimentar", alerta a expert. Concorda com ela o psiquiatra Arthur Kaufman (SP), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (SP): "O preço de agradar gregos e troianos - no caso, de cumprir a dieta e não se privar da diversão - termina levando a extremos e exageros, situações difíceis de sustentar".

Balada magra
Evite as justificativas do tipo "tenho que sair porque estou feliz, frustrada, triste, angustiada, precisando conversar". Se for assim, você sempre terá motivos, porque esses são os sentimentos que regem a vida. Saia quando estiver a fim, querendo se divertir e ver as pessoas queridas.

Uma boa alternativa para não faltar às happy hours é criar recursos de disfarces. Exemplo: pedir um chope e uma água e ficar alternando os dois até o fim da noite.

Evite falar que está de dieta - faça você mesma o controle de seu consumo à mesa. Caso contrário, a galera pode passar a noite toda incentivando que você experimente isso, prove aquilo..


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