
Tudo de bom para a sua saúde, o salmão (325 cal. por 250 g) previne doenças ardiovasculares, melhora a memória e a capacidade de concentração. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda seu consumo duas vezes por semana
Se a primeira atitude que você toma para reduzir a ingestão calórica é eliminar a gordura do seu prato, melhor rever seus conceitos. Apesar da péssima reputação - especialmente entre quem vive às turras com a balança -, esse macronutriente traz inúmeros benefícios à saúde, é essencial ao funcionamento do organismo e, acredite, participa do processo de emagrecimento. "Além de ter funções importantes no sistema de defesa do organismo, a gordura é responsável pela produção dos hormônios sexuais e pela formação dos neurônios. Também é ela que transporta as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K, essenciais no processo de renovação celular, fortalecimento ósseo, proteção antioxidante e coagulação do sangue", revela a nutricionista Patrícia Soares, da academia Cia. Athletica, de Belo Horizonte (MG), especialista em nutrição humana e molecular.
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Entre as fontes mais saudáveis desse macronutriente estão:
O problema, no entanto, é equilibrar essas qualidades vitais com o possível aumento de peso, já que cada 1 g de gordura soma 9 calorias - o carboidrato tem apenas 4! Não bastasse essa matemática ingrata, a gordura é mais difícil de metabolizar, o que faz com que seja estocada facilmente. Daí o resultado você já conhece: pneuzinhos na cintura, barriga saliente, costas largas, braços roliços, coxas e bumbum com celulite...
Para se dar bem
Sabe por que é impossível resistir à gordura? A ciência responde: o óleo dá sabor aos alimentos, estimula o apetite e amplia a sensação de saciedade. Então, sejamos realistas: já que o consumo é inevitável, a saída é usar produtos saudáveis, a começar pelo óleo na hora de cozinhar. Os vegetais são os melhores, mas o campeão é o de canola seguido pelo de soja. Ambos têm menos gordura saturada (a bandida que aumenta o colesterol) e uma boa concentração de lipídeos monoinsaturados (ômega 9) e poliinsaturados (ômega 3 e 6), que beneficiam a saúde do coração e reduzem o risco de hipertensão e diabetes.
Agora, a novidade: o óleo de semente de linhaça - bem pouco conhecido e encontrado em garrafinhas ou em cápsulas em casas de produtos naturais - é o que tem a melhor porção de ômegas 3, 6 e 9 juntos! No entanto, quando essas substâncias são expostas à alta temperatura, perdem boa parte de suas propriedades benéficas e se transformam em verdadeiras bombas para a saúde e o regime. Daí a indicação de utilizá-los somente em saladas ou preparações prontas.
Mas não se engane. Substituir os óleos vegetais por azeite de oliva ou manteiga na culinária não ameniza em nada os prejuízos para a saúde, já que esses dois ingredientes também perdem seus benefícios quando sofrem um superaquecimento. Eles produzem uma substância chamada acroleína, que, a longo prazo, aumenta os riscos de câncer. "A forma mais saudável de consumir azeite é no modo frio, melhor ainda se ele for do tipo extravirgem de compressão a frio, dados que vêm descritos na embalagem", explica a mestre em nutrição Cynthia Antonaccio (SP).
Os alimentos fritos podem ficar até quatro vezes mais calóricos do que os cozidos e refogados
ALFREDO HALPERN, ENDOCRINOLOGISTA (SP)
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