se dê um tempo, olhe a natureza...
Isso significa sair da rotina de cimento, prédios, carros, edifícios, escritórios. Ou seja, desse mundo “construído”, de concreto. Os monges budistas que o digam. Eles sabem como o meio ambiente inspira bons sentimentos e pensamentos e traz bem-estar. Mas nós, que estamos fora dos templos de meditação, também podemos experimentar a sensação de relaxar o corpo, a mente e o espírito. Para quem vive na cidade grande esse contato não precisa ficar vinculado às viagens bucólicas de fins de semana. Pequenas mudanças já fazem diferença. Sendo assim, procure passar por áreas verdes, parques, lagos, rios, lugares naturais. Perceba o que significa contemplar, curtir o que se vê — são essas pausas do nosso ambiente real que dão prazer. A natureza tem um ritmo muito próprio que nos faz desacelerar, sair do barulho, dos locais habituais e nos sentir tranqüilas. Ela resgata o que é calmo, bonito e o que tem vida. “Olhar para as árvores e flores, por exemplo, sempre provoca algum tipo de emoção e melhora a qualidade dos nossos sentimentos”, diz a analista corporal Fátima Cardoso (SP).
desabafe e alivie seu coração
Tinha razão o filósofo que disse: “O falar salva”. Ao verbalizar suas aflições você se escuta e muitas vezes esse retorno a faz enxergar a saída para os males que a afligem. Falar traz clareza, e ver as coisas organizadas torna tudo mais fácil para entender uma determinada situação. “Guardar a própria dor para si é pior, dá a ilusão de que o nosso problema é o maior do mundo”, alerta a psicóloga Margareth dos Reis (SP). Sem contar que conversar pode ser uma boa maneira de descobrir novas amizades e ter cumplicidade com os velhos amigos. “O mundo compartilhado é bem melhor, fica mais leve”, define a psicanalista Eliane Sciamarella Rosas (RJ), que acredita que dores, culpas e sofrimentos não são fardos para serem carregados em silêncio.
cultive as amizades e viva melhor
Está comprovado pela ciência: ter amigos de verdade faz bem para a saúde. Ou seja, o passaporte para uma vida longa e feliz é manter o contato com pessoas queridas, mas para isso é preciso tempo, dedicação e proximidade. Fácil? Nem tanto. Com essa correria que vivemos são poucos os que podem unir facilmente esses três traços e formar o triângulo. Não faltam situações favoráveis que acabam distanciando as pessoas: escolha profissional, cuidado com os filhos, sobrecarga de trabalho. Quem tem um dia-a-dia atribulado sabe que é quase um milagre alimentar os vínculos e criar oportunidades para estar junto de quem a gente gosta. Então, o desafio aqui é driblar as dificuldades, explorar a tecnologia e fazer-se presente por telefone ou mesmo pela internet, o que já está ótimo. “Afinal, a verdade é uma só: quanto mais nos relacionamos com pessoas queridas, melhor fica a vida, mais divertida e alegre”, resume Margareth.
faça da sua casa o seu refúgio
Os primeiros homens que viveram na Terra queriam uma única coisa: abrigo. Esse desejo mostra que desde sempre ter um teto é vital para o ser humano e isso significa a vontade de viver bem. Não é à toa que o lugar em que moramos diz muito sobre nós. Nesse espaço colocamos toda a nossa energia e essência. Os mais místicos acreditam até que a casa é uma pequena porção da nossa alma. E é. “Ali a pessoa constrói a sua história, recebe quem ama, foge daqueles que não gosta e procura ficar bem. É um território acolhedor, tem um simbolismo de proteção muito forte”, define Fátima Cardoso. Sendo assim, fica aqui a lição: faça tudo para que o seu cantinho seja um ambiente mais humano, que inspire boas sensações, conforto e beleza de acordo com os seus princípios. Porque a idéia é agradar apenas a uma pessoa: você.
trabalhe na medida para ser feliz
Além de estimular a criatividade, que por si só já faz muito bem ao ego, o trabalho traz outros dois contentamentos: o reconhecimento e a satisfação pessoal. Mas a partir do momento que ele é demais e atrapalha as outras tarefas do cotidiano, toda a carga positiva passa a ter efeito contrário. Daí, caímos na sábia teoria de que até o que é bom, se é feito em excesso, faz mal. “Quando vai além do limite suportável, a mulher não consegue se desligar das responsabilidades e isso a faz perder o poder de produzir. Essa impotência acaba levando ao estresse”, explica Fátima. O perigo é que trabalhar muito é como vício — a gente se entrega e nem percebe o estrago que está fazendo! “As conseqüências também são iguais. Se por um lado o vício dá prazer, por outro, ele destrói”, complementa a psicanalista Eliane.