Como já foi registrado na revista impressa, a magreza que exibia nas passarelas e editoriais de moda é coisa do passado. Hoje Mariana não esquenta a cabeça com a balança e menos ainda para a marca das roupas que veste diariamente. A prova disso é que seu jeans favorito foi comprado num supermercado. "Amei a lavagem dele e pensei: 'Não tenho nada a perder. Qualquer coisa corto e faço um shortinho'. E acabou virando minha calça preferida", diz.
Mas são as camisetas velhas que ocupam um lugar especial no coração (e no guarda-roupa) dela. "Faço coleção e tenho pilhas tanto em Blumenau quanto em São Paulo. Minha melhor amiga vive falando: 'Como é que você usa essa camiseta velha e furada?' Mas eu acho o máximo!", comenta.
Do contra
A catarinense também sabe separar bem a carreira que a tornou célebre de sua vida pessoal. "Quando estou trabalhando sou um cabide ambulante, tenho que fazer vender. Ganho dinheiro com isso, pago meu aluguel, a gasolina do meu carro. Mas não sou modelo 24 horas por dia, sou uma pessoa. Se eu desempenhar bem a minha função e o cliente ficar contente, não importa se ando desleixada ou não", fala. "No dia-a-dia eu estou sempre de camiseta e jeans. Acho desnecessário gastar tempo com certas coisas", declara. Aquariana com A maiúsculo, Mari não se enquadra em estereótipos e costuma fazer exatamente o contrário daquilo que esperam dela. Mas garante que não faz isso de propósito. "Sou a chata (risos). Nem tenho muito o que comentar a respeito. É algo totalmente sem querer, espontâneo, simplesmente é assim", conclui.
Sem rótulos
"Zero consumista" como ela própria se define, a modelo e apresentadora considera seu estilo difícil de classificar. "Se eu falar 'básico' é meio idiota, né? Acho que é indefinível. Tem dia em que sinto vontade de me arrumar e ponho uma camiseta não-furada (risos). Tenho vontade de me produzir quando vou a um jantar ou a um evento, mas minha rotina diária não me estimula a ir lá no armário escolher uma roupa, sabe?", revela. Aliás, a última coisa que ela faz antes de sair de casa é se vestir. "Gosto de acordar, ler o jornal, navegar na Internet e depois me troco em dois minutos"
Um dia após o outro
A inquietação é uma característica marcante da beldade de 1,80 m e olhos azuis. "Acho que é muito difícil o ser humano acordar contente todos os dias. Por mais que eu busque isso, penso que cada dia é uma oportunidade para fazer uma coisa boa ou fazer algo errado e aprender com isso", filosofa. "Todo dia aparece uma coisinha que você não fazia e decide fazer. Pelo menos eu sou assim. Já cogitei estudar gastronomia, jornalismo, marketing e agora tenho vontade de ser advogada. Mas amanhã posso querer algo completamente diferente", antecipa.