Corpo a Corpo
 
Edição 221 - Maio/2007
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  Democracia da beleza
Toda mulher tem o direito de ficar bonita. O segredo está em duas atitudes essenciais: se cuidar diariamente e utilizar os cosméticos corretos. E saiba que, para isso, não é preciso rios de dinheiro, basta fazer as escolhas certas. Aqui, três leitoras contam o que fazem para se sentir bem com a própria imagem, gastando pouco

ISABELA LEAL . FOTOS: CARLOS BESSA

1. “Priorizo itens que combinam com a minha pele e realçam meus traços” IZA BÁRBARA, 21 ANOS - “Meu foco principal é o cabelo. Se o produto funciona, não ligo de pagar um pouco mais. Sem dúvida, a beleza tem um preço, mas não precisa ser caro. Os melhores cosméticos não têm necessariamente que custar muito” ela gasta: R$ 218
2. “Na hora de escolher, o estilo da embalagem conta muito” JÉSSICA MAGALHÃES, 19 ANOS - “Na hora de escolher, o estilo da embalagem conta muito. Quando não conheço o fabricante, opto pelo mais barato. O mais importante é que proporcione os resultados que desejo. Mas sou fiel às marcas que me agradam” ela gasta: R$ 103
3. “Faço a“as minhas opções a partir da marca” ARIADNE NEGRISOLI, 24 ANOS - “Faço as minhas opções a partir da marca, mas uma embalagem bacana também me atrai. Nos meus garimpos, aprendi que o mais caro nem sempre é o melhor. Se quero uma determinada maquiagem que tem o preço alto, junto dinheiro e compro” ela gasta: R$ 273

Exibir pele e cabelo impecáveis não custa tão caro. Entre o desejo de se cuidar e a prateleira do supermercado deve existir apenas o prazer em ficar bonita. Feito isso, a batalha está vencida. A oferta é enorme e os preços variam bastante, portanto cabe a nós, mulheres, ter um olhar seletivo para atender às nossas necessidades. “Essa teoria serve para uma nativa da Amazônia ou uma executiva de São Paulo. O segredo é identificar as características de pele e cabelo e lançar mão dos itens corretos”, diz Andréa Mota, diretora comercial de O Boticário.

Afinal, a evolução da indústria está a nosso favor. “As boas marcas aliam preço e tecnologia, com um excelente resultado final. Democratizar a beleza, ou seja, deixá-la acessível a todos, é uma tendência de mercado”, explica Christian Davies (EUA), consultor de hábitos de consumo do varejo. Concorda com ele a vice-presidente de marketing da Avon, Silvana Cassol: “Houve uma revolução, o que antes era reservado apenas à elite, hoje pode chegar com as mesmas propriedades a classes mais baixas”, resume. “Esse é o futuro da economia mundial: disponibilizar opções mais em conta, sem comprometer os benefícios. Marcas de alto luxo criaram linhas mais baratas para atender a um público com menor poder aquisitivo, porém igualmente exigente”, complementa o executivo americano.

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