Corpo a Corpo
 
Edição 223 - Julho/2007
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  Drenagem linfática você tem que fazer!
Tantos aparelhos e métodos novos e os especialistas (da área estética ou médica) são unânimes em recomendar a boa e velha drenagem linfática manual para os mais variados tratamentos. Afinal, o que essa massagem tem de tão especial?

SIMONE SERPA

'A leitora Laura Fontana, 22 anos, é adepta da drenagem e adora os resultados... Pratico exercícios físicos e faço a massagem para ajudar a desinchar e reduzir medidas. Logo sinto a diferença, principalmente na cintura e no abdômen. E o melhor é que, depois que saio da sessão, tenho um bem-estar geral'

Com toque e compressão suaves e movimentos ritmados, a drenagem é um santo remédio para problemas circulatórios, que podem desencadear (entre inúmeras doenças) a temível celulite. Ok, isso você já deve saber... Acontece que, em se tratando de circulação, uma coisa leva a outra e por causa de seu comprometimento, as células da pele não somente tendem a acumular gordura como também a pressionar os vasos sanguíneos, provocando aqueles antiestéticos vasinhos. Como ninguém merece exibir essa dupla imperfeita, todos os especialistas de beleza (principalmente as dermatologistas) afirmam que t-o-d-a mulher deve se submeter a sessões de drenagem a vida inteira. Sim, o ideal seria que a massagem fizesse parte dos nossos rituais de cuidados.

De tão importante, quem imagina um tratamento contra celulite ou gordura localizada que não preveja sessões de drenagem linfática? E o mais interessante: “Apesar de toda a tecnologia, a melhor continua sendo a manual. Existem massagens mecânicas, como a feita por compressão pneumática, mas só as mãos humanas têm a sensibilidade e percebem quando e onde colocar a pressão ideal de acordo com a indicação do tratamento”, explica a fisioterapeuta Rosana Leite, da Clínica Linfocentro em Salvador (BA). A endocrinologista Silvia Bretz, do Rio de Janeiro (RJ), concorda: “Considero mãos bem preparadas o melhor instrumento para executar uma boa drenagem linfática”.

Agora veja os casos em que o método se aplica e por que funciona tão bem.

tá proibida!
A drenagem linfática não deve ser feita em pessoas com pressão baixa, cardiopatia, câncer, asma, disfunção renal, infecções em geral e febre.

celulite e gordura localizada
Todas nós sabemos, porém não custa lembrar que a celulite nada mais é do que células com acúmulo de lipídios.

E a abominável gordura localizada é o excesso de células adiposas que se instalou em determinado local do corpo, claro que indesejado! “Ambas formam um conglomerado que dificulta a circulação sanguínea e linfática. Só que a linfa carrega o excesso de adiposidade do corpo. Uma de suas funções é justamente eliminar esse excedente e evitar que ele se acumule”, explica

Rosana Leite. Portanto, se a linfa não conseguir passar, desastre à vista: mais gordura vai se juntar naquele espaço. Aí é que entra a drenagem linfática. Com suas manobras estratégicas, ela vai massageando os capilares linfáticos para que eles possam absorver as macromoléculas e os resíduos celulares e conduzi-los para serem eliminados pelo organismo.

“Ao reduzir a congestão linfática, a técnica pode, inclusive, atenuar graus leves de celulite em algumas “Ao reduzir a congestão linfática, a técnica pode, inclusive, atenuar graus leves de celulite em algumas mulheres”, complementa Luiz Victor Carneiro Jr., cirurgião plástico e coordenador do Núcleo de Saúde e Beleza da Clínica Ivo Pitanguy, Rio de Janeiro (RJ). Nesse tipo de tratamento estético a drenagem não atua sozinha: “É um método coadjuvante que faz parte de um imenso arsenal de procedimentos”, explica Silvia Bretz. Ela pode ser, por exemplo, auxiliada por ondas de ultra-som, que desestruturam as células gordurosas e facilitam o trabalho da drenagem.

Pós-operatório de cirurgias plásticas
O inchaço pós-operatório é proveniente do trauma cirúrgico causado pela mobilização de vísceras, camadas musculares e tecidos profundos.

A conseqüência é um processo inflamatório em que o corpo produz e retém maior quantidade de líquido.

Por isso a drenagem é tão importante nesse momento. “Ela torna mais rápida e eficiente a absorção dos edemas pós-operatórios, na medida em que promove a desobstrução dos gânglios e dutos linfáticos sobrecarregados pelo inchaço e, com isso, consegue-se acelerar a recuperação”, explica o cirurgião plástico Luiz Victor Jr.

O expert ainda alerta que o segredo do sucesso do tratamento está em não padronizar a indicação do procedimento: “Cada caso é um caso e existe o momento certo para cada paciente iniciar as massagens. No começo, as drenagens devem ser delicadas e comedidas, caso contrário pode haver agressão dos tecidos”.

A técnica é recomendada após quase todas as cirurgias, mas em dois tipos ela é praticamente indispensável: no pós-operatório do lifting cérvico-facial e na lipoaspiração.

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