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| Aproveite as suas qualidades. Isso torna a busca pelo belo menos obsessiva e mais acessível |
Respeite a evolução dos acontecimentos
O tempo é hoje! Ontem já foi e amanhã ainda não veio. Temos que esquecer o que passou e olhar para o futuro com desprendimento, sem exigir tanta precisão dos nossos projetos. É como colher uma fruta. Se o fizermos antes, estará verde e depois poderá estar podre. Colha seus frutos na hora adequada – para sabê-la, analise o ciclo das coisas e equilibre as expectativas com os resultados.
Critérios muito rigorosos trazem frustração
Quando o assunto é aparência física, a beleza só tem valor se for diretamente relacionada à saúde e à auto-estima, caso contrário é prisão. Para evitar essa armadilha, a mulher deve ter sua identidade estética e desenvolver referências subjetivas desvinculadas dos padrões, ou seja, ser fiel à sua individualidade. Pesquisas importantes, como a da Unilever para a campanha “A verdade sobre a Beleza”, feita pela Dove em 2004, mostram que as mulheres mais satisfeitas são as menos rigorosas na avaliação da própria imagem. Então pergunte a si: quais são seus diferenciais? O que a torna única? Aproveite as suas qualidades sem compará-las com as de outra pessoa, isso torna a busca pelo belo menos obsessiva e mais acessível.
Valores radicais não deixam você evoluir
Isso vale para dieta, auto-aceitação, para a maneira de enxergar a vida e os outros. Por exemplo, adotar uma reorientação alimentar para perder peso é necessário, mas não suficiente. Quem quer emagrecer precisa mudar seu modo de viver. Ou seja, uma pessoa “gorda” se torna “magra” quando muda os hábitos e a postura, passa a ter controle sobre a sua vontade e não age por impulso. Esse objetivo não deve durar um tempo determinado, mas sim o resto da vida. Isso implica em alimentação adequada, atividade física, equilíbrio psicológico e manter-se fiel ao novo estilo de vida, descartando completamente qualquer tipo de rigidez.
Liberte-se de uma vez por todas
Sentir-se responsável por não atingir determinadas metas com a balança, não vestir manequim 36 nem ter a silhueta da amiga magérrima é um sentimento construído em nossa mente, que pode ser banido. Valorize cada pequena conquista, a eliminação de um quilo aqui, a queima de calorias ali... Não queira emagrecer tudo de uma vez e de forma rápida: situações extremas só trazem desânimo e não garantem fidelidade a nenhum projeto de vida nova.
Dr. Marco Antonio De Tommaso • Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
• Atuou no Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (USP)
• Credenciado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade • Consultor da Unilever — campanha pela Real Beleza da Dove. • Psicólogo das Agências Elite e L’Equipe de Modelos.
Contatos: tommaso@terra.com.br e www.tommaso.psc.br |