O fato de eu ter hipotireoidismo complicava ainda mais a batalha contra a balança. Era um efeito sanfona sem fim, até que entrei em depressão profunda depois de falhar naquela que eu jurei ser a última tentativa de regime. Estava péssima e fiquei ainda pior quando entrei na faculdade, pois meus colegas de classe não me aceitavam. Diante do preconceito acabei engordando mais e passei a ter várias complicações de saúde, que me faziam ir ao hospital quase que diariamente. Em uma dessas vezes encontrei uma senhora com seu filho, que tinha feito cirurgia de redução do estômago e emagrecido bastante. Nesse mesmo dia o enfermeiro que me atendeu também disse ser um ex-obeso graças à mesma operação. Detalhe: os dois haviam feito o procedimento com o médico Marcelo Zindel Salem. Animada, procurei o especialista e em 1 mês estava na sala de cirurgia para realizar um ousado plano de sair dos 137 kg — um exagero para meu 1,60 m. Hoje, 2 anos depois, estou com 60 kg e me sinto uma nova pessoa. É claro que tanta perda de peso veio acompanhada de flacidez, o que me levou a fazer plástica na barriga, braços e coxas para me livrar do excesso de pele. As cicatrizes? Não são nada perto da alegria de poder usar a roupa que quero, freqüentar os lugares que tenho vontade, ter muitos amigos e me exercitar sem sofrimento.”
Raquel Shebabo, 26 anos, operadora de câmera de radiologia

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FOTO: PRISCILA PRADE E ARQUIVO PESSOAL / REALIZAÇÃO: TOMAZ SOUZA PINTO / PRODUÇÃO: CRISTIAN HEVERSON / ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: MICHELLE ALMEIDA / CABELO E MAKE: JUNIOR MENDES (FIRST)