
Você olha para os seus pais que estão acima do peso, se pergunta se vai ficar como eles no futuro e reza para que a resposta seja um sonoro “não”? É bom saber que a genética tem papel importante, sim, para determinar se a gente vai ou não enfrentar problemas desse tipo lá na frente, porém essa herança assume posição secundária quando comparada ao nosso estilo de vida — algo que depende exclusivamente de você, concorda? “Vários estudos mostram que as chances de uma pessoa engordar é de aproximadamente 25% quando ela faz parte de uma família de obesos. Os 75% restantes se devem a fatores externos, principalmente aos hábitos nutricionais e esportivos”, alerta o fisiologista Fernando Torres (SP). Em outras palavras, o caminho para ficar de bem com o seu corpo está mais em tirar o tênis do armário e abrir o olho para o que põe no prato do que em jogar a culpa na sua árvore genealógica. “É raro uma mulher comer direito, malhar e não conservar o peso ideal. Se for bem orientada e se exercitar sempre, ela emagrecerá”, afirma o endocrinologista Marcio Mancini (SP), presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
onde mora o perigo
Responda com sinceridade: quando está com fome, você vai para a cozinha preparar arroz, feijão, um grelhado e salada ou liga na hora para a pizzaria? “A correria imposta pela vida moderna, associada à praticidade de consumir produtos industrializados, são pontos determinantes para o aumento do número de casos de obesidade, independentemente de se ter gordos na família”, observa Mancini. Mas não é só isso. Há ainda o problema da falta de consciência à mesa, razão verdadeira do fracasso daquelas que juram fazer regime direitinho, mas não afinam porque têm metabolismo lento. “Quando olhamos o total de calorias ingerido diariamente por pessoas com esse perfil, descobrimos que é muito maior do que o que elas necessitam”, afirma Fernando Torres.
mudança de hábito
Alimentação equilibrada e exercícios físicos são geralmente a chave para viver satisfeita com o peso. “Nna prática, o ideal é aumentar o consumo de alimentos naturais, dar preferência aos carboidratos complexos (arroz, macarrão e pães integrais), reduzir o açúcar e as gorduras, optando pelas monoinsaturadas (encontradas no azeite e óleo de canola) e poliinsaturadas (nos óleos de oliva, girassol, milho, uva)”, recomenda Marcio Mancini. A nutricionista Heloísa Gguarita, da RGg Nnutri Consultoria Nnutricional (SP), aconselha incluir ainda frutas, legumes e verduras, além de distribuir o total calórico diário entre 5 ou 6 refeições, sempre variando os pratos. “Nninguém agüenta viver à base de alface e frango grelhado por muito tempo”, diz. Fernanda Piló Redig (MGg), especializada em nutrição esportiva, concorda: “Para levar uma vida saudável, é importante manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto calórico, e reservar lugar cativo para a atividade física na agenda”. Uum parêntese: de acordo com o Colégio Americano do Eesporte (EUeuA), a medida ideal é treinar por 1 hora 3 vezes na semana ou 30 minutos 5 vezes na semana. Se faltar ânimo, lembre-se que a ginástica, mais do que queimar calorias, acelera o metabolismo e aumenta a vontade de se cuidar. E e (por que não?) tente manter fresca na memória a imagem daqueles parentes mais rechonchudos. É assim que você quer ficar?
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