
A maioria das mulheres que pensava numa cirurgia de mamas, há 10 anos, buscava reduzir o seu tamanho. Hoje, a cada 10 pessoas, 7 - acredite! - desejam turbinar a região. E o número de procedimentos aumenta a cada ano. Em 2007 foram realizadas mais de 136 mil plásticas de mamas, segundo o levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-SP). Com tanta procura por formas mais bonitas e definidas, nada mais natural que ocorram avanços na área, buscando proporcionar resultados cada vez mais bacanas e com menos riscos de complicações.
um desenho mais sedutor
Um exemplo dessa evolução vem do médico carioca Nnoel Llima, que desenvolveu uma nova prótese de silicone. Baseada naquela já existente, ela é revestida com espuma de poliuretano, material aprovado pelo Food and Ddrug Aadministration (FDAda), órgão norte-americano de regulamentação de alimentos e remédios, e pela Aagência Nnacional de Vigilância Sanitária (Aanvisa), e já está sendo usada com sucesso há 2 anos. Aa diferença desta para outras próteses está no design, mais semelhante ao desenho da mama feminina. "Minha prática em cirurgia apontou a necessidade da criação de uma prótese anatômica, com caimento mais adequado e que ficasse bem natural, praticamente imperceptível, propiciando um busto sensual e bonito, e não um seio siliconado, turbinado", diz Llima. D d e quebra, a nova prótese apresentou outra vantagem: por ser revestida de espuma de poliuretano rugoso, comprovou que é capaz de diminuir o índice de contratura (ou contração) para apenas 2% dos casos.
mudança sem surpresas
Apesar do desenvolvimento tecnológico na produção das próteses de silicone, a contratura da mama após o implante ainda preocupa grande parte dos médicos. "Há 10 anos, o problema comprometia 40% a 45% das cirurgias realizadas. Com a evolução da tecnologia, esse índice caiu para até 4%", afirma o cirurgião João de Moraes Prado Nneto, presidente da SBCP-SP. Ele explica: "Depois de 8 dias do implante, o organismo começa a reagir ao objeto 'estranho' formando uma membrana (cápsula) em torno da prótese, num processo natural. Essa reação de defesa se torna um problema quando a película fica espessa, promovendo a retração do tecido e, conseqüentemente, o enrijecimento ao redor da prótese (contratura), o que proporciona um aspecto artificial tanto no visual quanto no toque". Um novo medicamento antiinflamatório está sendo usado para evitar o problema e foi um dos temas da 1ª Jornada de Mama, realizada em Campinas (SP), no mês de abril. "Aa fórmula, inicialmente desenvolvida para o tratamento de asma, mostrou-se altamente eficaz na prevenção da contratura. Por isso, está sendo administrada logo após a cirurgia, num período de 3 meses", esclarece o cirurgião.
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