
Antes de encarar uma sessão de transformação, saiba que existem vários ativos empregados no processo de alisamento. Tioglicolato de amônia, hidróxido de guanidina e hidróxido de sódio estão na lista dos mais usados. Segundo Cecília Meirelles, coordenadora técnica da marca Matrix, cada substância age melhor em um tipo de cabelo. “Para ondulados e cacheados, recomenda-se o tioglicolato. Já nos cacheados resistentes e crespos emprega-se a guanidina. E, nos muito crespos, o sódio”, explica. Apesar dessa indicação geral, outros fatores influenciam a escolha da química: o desejo da cliente e a condição do fio. “Somente depois de uma análise criteriosa podemos definir o roduto ideal”, avisa Lilian Amador Amâncio, consultora da empresa Maxiline. A habilidade e a preferência do especialista também pesam na decisão. Enquanto o cabeleireiro Robson Trindade (SP) defende o uso do tioglicolato em todos os tipos, Isaias Fernandes (SP) acredita que a resposta dessa substância nos étnicos não é boa. Confusa com tantas opiniões? Relax. Os profissionais estão aí para ajudar você a ter a tão sonhada cabeleira lisa.

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tioglicolato de amônia
como é A substância deixa o fio maleável para ser modelado conforme se quer, liso ou até enrolado (o tioglicolato também é utilizado para cachear). É o ativo mais empregado em produtos para o consumidor final, porque não requer muita técnica de aplicação. Sua ação é mais lenta quando comparada aos outros ativos e o processo leva em média 4 horas. É incompatível com outras químicas para alisamento. Pode ser utilizado nos fios sensibilizados por tintura e descoloração, desde que o teste de mecha seja favorável.

hidróxido de guanidina
como é Resultado da mistura de hidróxido de cálcio com o carbonato de guanidina, feita no momento da aplicação. Leva 2 a 3 horas para agir. “O poder de alisamento é maior; em contrapartida, sensibiliza mais os fios”, afirma Alessandra Meller, supervisora técnica da Procter & Gamble. Como exige experiência na aplicação, deve ser realizada por profissionais habilitados. É o mais indicado para fazer a ponte entre uma base química e outra e é compatível com colorações de baixa volumagem, caso os fios não estejam porosos e tenham condições de receber o alisante.

hidróxido de sódio
como é À base de lixívia (ou soda) cáustica, exige prática e agilidade na aplicação. Produz um alisamento ou relaxamento químico permanente e eficaz. “O sódio age tão rápido quanto a guanidina”, informa Isaias Fernandes, do Studio Dinca (SP) e não deixa resíduos nos fios. Por ser agressivo, se mal empregado pode quebrar os cabelos e causar ardência e irritação no couro cabeludo. É incompatível com colorações e descolorações feitas com água oxigenada acima de 20 volumes.
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