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  Sinal vermelho para a procaína
Com a promessa de dar um pique extra, detonar gordurinhas e aumentar massa magra, a substância virou um hit entre as freqüentadoras de academia. Mas será que vale a pena investir nesta moda?

Karine César Foto: Priscila Prade

" Se ela faz tudo isso, é claro que vale!", você deve estar pensando. Realmente, é inevitável ter essa reação diante de algo que parece tão milagroso. Mas alto lá! Há anos, a procaína, que até então era apenas utilizada como anestésico pelos dentistas, provoca uma enorme polêmica na comunidade científica e divide opiniões. Enquanto alguns levantam a bandeira hasteada pela médica romena Anna Aslan, na década de 50, de que a substância gera um bem-estar fora do comum, outros são céticos quanto a esse benefício. "Apenas o efeito anestésico é comprovado e indiscutível", salienta a médica do esporte Renata Castro (SP), da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

ainda sem liberação

Sustentando essa teoria, nem o Food and Ddrug Aadministration (FDA), nos Eestados, nem a Aagência de Vigilância Sanitária (Anvisa), aqui no Brasil, autorizam o uso dela para fins estéticos. No entanto, alguns especialistas são cuidadosos ao tratar do assunto porque alegam que há uma carência de estudos científicos nesse sentido. Já os profissionais adeptos da procainoterapia se apóiam nos relatos dos usuários para comprovar os resultados positivos que o produto exerce sobre o psicológico e o físico das pessoas. "Ele funciona como um antidepressivo, previne o envelhecimento precoce e melhora a performance nas atividades físicas", enumera o nutricionista especializado em Nutrigenômica Everton Torres, da Pro Body Systems (SP).

a razão do sucesso

Segundo pesquisas, quando a substância entra no organismo, ela automaticamente inibe a liberação da enzima monoaminoxidase (MAO) e, com isso, a degradação dos neurotransmissores cerebrais. "Eles são responsáveis pela regulação do sono, do humor e de processos mentais. Além disso, a procaína age no sistema nervoso, provocando excitação e euforia, como um antidepressivo. Por essa razão, a disposição para treinar aumenta", explica o professor de Educação Física Eduardo Netto, diretor técnico da academia A! Body Tech (RJ). Outra característica da substância é prevenir a produção excessiva do hormônio do estresse (cortisol) e estimular a liberação do GH (hormônio do crescimento). Essas reações fazem com que o organismo use a gordura como fonte de energia e impulsione o crescimento muscular. "O GH3 funciona como um catalizador no nosso corpo, que acelera todos os processos metabólicos", destaca Everton Torres

"Os freqüentadores de academia buscam a procaína benzóica estabilizada para redução do nível de gordura corporal e aumento da modelagem física, ou seja, músculos mais definidos"
JACQUELINE RENAULT, ESPECIALISTA EM MEDICINA ESTÉTICA E ORTOMOLECULAR
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