
Foi-se o tempo em que valia tudo para emagrecer... Passar fome, comer as mesmas coisas o tempo todo ou ficar fazendo cálculos mirabolantes são questões do passado. Sim, continuamos firmes na batalha por um corpo sequinho, mas as armas estão mais sofisticadas. Depois de defenderem arduamente a reeducação alimentar, muitos especialistas passaram a apresentar formas de torná-la ainda mais eficiente. É o caso da dieta do pH, defendida pela nutricionista Patrícia Davidson, da Clínica Patrícia Davidson (RJ). “Ao longo dos anos, descobrimos porque alguns itens que consumimos agem de forma significativa na saúde, enquanto outros podem acelerar o processo de doença. Em busca do que nos faz bem é que se tem pesquisado o efeito dos alimentos sobre os níveis de pH do organismo”, diz Patrícia.
é ácido, é alcalino
Para compreender o que está por trás desta dieta – que promete um emagrecimento de até 2 quilos por semana –, o primeiro passo é entender o que é pH. O termo significa o potencial do hidrogênio e é usado para indicar a concentração dos íons desse elemento em um fluido, como o sangue, e classificá-lo como ácido ou alcalino.

Embora o nosso corpo deva estar levemente alcalino para funcionar bem (pH entre 7,3 e 7,4), todas as reações metabólicas geram ácidos. Portanto, o organismo deve dispor de mecanismos que neutralizem essa acidez naturalmente produzida. “Para a célula trabalhar perfeitamente bem ela necessita receber nutrientes e oxigênio da corrente sangüínea e ser capaz de liberar o resíduo celular. Essa troca só acontece quando o organismo está levemente alcalino”, responde a nutricionista. E se a célula não realiza essa tarefa, ela acumula toxinas – aí está a relação entre o pH e os quilinhos extras, pois uma das maiores causas do excesso de peso é justamente o acúmulo de toxinas. Isso pode interferir no metabolismo, desregular o apetite, estimular a produção de radicais livres, aumentar a resistência à perda de peso e à retenção de líquidos, favorecer o depósito de gordura, especialmente na região abdominal, e o aumento da pressão arterial, além de reduzir a ação de hormônios como a leptina (responsável pela saciedade). O segredo, então, é ingerir alimentos que mantenham esse equilíbrio perfeito.

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