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As boas-novas da toxina A estrela dos consultórios dermatológicos traz promessas inéditas de rejuvenescimento e beleza. Agora você vai poder se livrar da acne, da flacidez no pescoço, do sorriso gengival e até das cicatrizes
Kátia Neves Foto: Dado Góes
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A toxina botulínica NÃO aumenta volume. Ela tem capacidade de apenas relaxar os músculos. Portanto, quem quiser lábios mais cheios ou desejar preencher as rugas deve optar por outro procedimento. |
Quem diria que uma bactéria, até então responsável por uma doença fatal, o botulismo, se tornaria a maior vedete da indústria farmacêutica e da medicina estética no século XXI... Pois é isso, mesmo! Da bactéria Clostridium botulinum surgiu um complexo de proteínas batizado de toxina botulínica. Ao todo, foram descobertos 7 tipos (de A a G), porém, após vários estudos, somente a do tipo A recebeu aval para uso terapêutico – quando aplicada em pequenas doses, que fique bem claro. No Brasil, a multinacional americana Allergan foi a primeira a comercializar a substância, em 2000, sob a marca Botox® (por isso, muita gente usa esse nome para se referir à toxina). Depois, outras aportaram por aqui, como a européia Dysport® e, recentemente, a chinesa Prosigne®. Em breve, devem despontar no mercado brasileiro, a alemã Xeomin® e a coreana Neuronox®, que estão em fase de avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No Brasil, onde vaidade, juventude e beleza são características exaltadas pela maioria, o uso da toxina botulínica é tão intenso, que o nosso país é o segundo colocado no ranking internacional de aplicação da substância, perdendo apenas para os Estados Unidos.
botocada, eu?
Se há quase uma década as brasileiras (e os brasileiros também – a utilização entre os homens cresce sem parar) usam a substância para eliminar sulcos na testa, rugas entre as sobrancelhas e pés de galinha na região dos olhos, atualmente os especialistas ampliaram sua área de ação cosmética e criaram um novo conceito de aplicação. Chamado efeito lifting, a técnica deixa o rosto mais jovem e com aspecto natural, sem aquela aparência estática, que destinava todos a ter “cara de botocado”. De acordo com a dermatologista Ligia Kogos (SP), essa nova tendência consiste, basicamente, em evitar padrões fixos de aplicação. “Agora, o tratamento é personalizado, levando-se em conta a musculatura facial de cada paciente, de acordo com seus pontos de tensão”, diz a médica.
Uma mudança importante é a forma de aplicação na região frontal para homens e mulheres. “Anatomicamente, a musculatura masculina é mais forte e suas sobrancelhas tendem a ser mais retas. Por isso, para evitar que elas fiquem arqueadas, dando aquela aparência feminina, utilizamos menor número de pontos na testa e na glabela (área entre as sobrancelhas)”, explica Ligia Kogos. Esse novo conceito de utilização faz parte de “um pacote” de inovadoras propostas de uso para a famosa toxina. Corpo a Corpo conversou com especialistas em dermatologia e medicina estética, bem familiarizados com a famosa proteína, para saber quais são as possibilidades, que permitem, a quem quiser, rejuvenescer sem riscos e sem necessidade de internação.
| entenda a técnica |
As aplicações ocorrem em apenas uma sessão que pode ser de 15 a 30 minutos, com agulha microfina e descartável.
Os pontos de aplicação são realizados na musculatura (intramuscular), salvo em procedimentos superficiais. Neste caso, a toxina é injetada na derme (intradérmica).
Após o procedimento, o paciente não deve manipular o local, precisa evitar exercícios físicos intensos por 24 horas e permanecer na posição vertical (em pé ou sentada) durante 4 horas.
A dor é suportável, mas o local pode ficar levemente inchado e com algumas equimoses (pontos roxos), que somem em uma semana.
Os primeiros efeitos serão percebidos no período de 48 a 72 horas – o prazo pode variar, de pessoa para pessoa. Os resultados definitivos aparecem ao fim de 14 dias e duram de 4 a 6 meses.
A toxina botulínica tipo A é contra-indicada para mulheres grávidas ou em período de amamentação, pessoas que sofrem de doença neuromuscular ou que são alérgicas ao produto, pacientes que estão tomando antibiótico ou com infecção no local a ser tratado. No caso da acne, a técnica não pode ser utilizada quando há cistos inflamados (acne cística). |
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