Estudo mostrou que o ar que respiramos em ambientes fechados também contém substâncias tóxicas. Contudo, algumas plantas podem ajudar a purificar os ambientes fechados. Confira quais são elas e como cultivá-las!

Por Isabela Leal | Foto Shutterstock | Adaptação Web Ana Paula Ferreira



Não é só a poluição e a poeira excessiva que inalamos na rua que podem fazer mal à saúde. Um estudo publicado no The Scientific Electronic Library Online (biblioteca eletrônica que divulga artigos científicos brasileiros) mostrou que o ar que respiramos em ambientes fechados também contém os chamados VOCs (compostos orgânicos voláteis), substâncias tóxicas encontradas nos materiais que nos rodeiam, como papéis, móveis, tintas de paredes, tintas de impressora, plásticos, vernizes, produtos de limpeza etc. O contato diário com essas toxinas pode causar desde irritações nos olhos, boca e garganta até náuseas, sonolência, tontura e aumento da frequência cardíaca, dores de cabeça, e em alguns casos pode até deixar a pessoa inconsciente. 

“Essas substâncias nocivas podem se manifestar com mais ou menos intensidade, dependendo do ambiente, mas o fato é que elas podem ser muito prejudiciais à saúde. Para criar um ar mais limpo, vale manter nos espaços de convívio algumas espécies de plantas que purificam e umidificam o ar, neutralizando a ação desses compostos maléficos”, sugere Alexandre Ferreira Pedro, paisagista e docente da área de paisagismo e jardinagem do Senac Lapa Tito, de São Paulo (SP). Não à toa a NASA fez um estudo para determinar as espécies de plantas mais indicadas para purificar o ar de ambientes fechados. São elas: jiboia, lírio-da-paz, palmeira-dama, espada-de-são-jorge e árvore-da-borracha — facilmente encontradas em viveiros e lojas de jardinagem.  Gostou da ideia de ter essas plantinhas como aliadas? A seguir, Alexandre Pedro ensina como cultivá-las em casa.

Jiboia

Uma das poucas folhagens com características de trepadeiras que podem ser cultivadas à meia sombra. À medida que o tempo passa, suas folhas ficam mais largas, recortadas ou variegadas (rajadas de amarelo). Necessita de água a cada dois dias e tolera meia sombra e luz difusa. Não é muito indicada para sol pleno, pois suas folhas podem ficar muito amareladas. Aconselha—se o plantio em solo (ou vaso) rico em matéria orgânica, adubando-a com intervalos de três a quatro meses.

Lírio-da-paz

Suas flores brancas trazem charme ao ambiente. Deve ser plantada em solo rico em matéria orgânica, com adubação anual e regadas a cada dois dias. Não tolera sol intenso, mas fica muito bem em espaços com meia sombra ou luz difusa. Seu crescimento é bem rápido e sua multiplicação se dá por touceiras, que quando replantadas geram novas mudas.

Palmeira-rápis ou palmeira-dama

De crescimento lento, não suporta sol pleno, sendo indicada sempre para ambientes de meia sombra ou luz difusa. Necessita de bastante água, porém sem encharcar a terra, e solo rico em matéria orgânica e bem drenado. Resiste ao ar-condicionado, caso tenha regas regulares, adubação anual e incidência de luz difusa.

Espada-de-São-Jorge 

Seu plantio é muito fácil, pois se dá bem com sol pleno, meia sombra ou luz difusa. Não necessita de muita água, pode ser regada a cada três dias ou semanalmente, aguentando longos períodos de estiagem.  Não necessita de adubação e se multiplica com facilidade: uma folha retirada com um pouco de raiz já dá origem a uma nova planta. Pode ser encontrada na versão variegada.

Falsa-seringueira ou árvore-da-borracha

Aprecia a luz direta do sol, por isso deve ser cultivada próximo a janelas e portas, com bastante claridade.  Por crescer excessivamente, é necessário fazer podas de contenção e plantá-la em vasos para ter maior controle de seu tamanho. Exige regas a cada três dias e adubação anual.

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