Nutrólogo e especialista em Medicina Preventiva e Integrativa, o colunista Eduardo Magalhães explica como o omeprazol age no nosso organismo e se o remédio pode ou não prejudicar a saúde

*Por Eduardo Magalhães



É verdade que omeprazol faz muito mal à saúde?

Sim, bastante. Ele pode ser útil para algumas situações de doença, como úlceras pépticas e síndrome do intestino curto, mas é sempre muito ofensivo à nossa saúde, pois vai de encontro à fisiologia do sistema digestório. 

Explico: para que nossa digestão ocorra de forma eficiente, com absorção de nutrientes e adequada eliminação de dejetos, é preciso haver um pH estomacal baixo, em torno de 2. Quando tomamos um inibidor de bomba (desses “prazóis”), o pH pode chegar a 7, havendo uma “paralização” do trato digestivo como um todo.  O alimento não é quebrado como deveria no estômago, demora a passar para o intestino, aumentando a fermentação e a tendência a refluir. A bile que não é devidamente liberada pode precipitar-se na vesícula, levando à formação de cálculos. O alimento mal digerido que chega ao intestino favorece o surgimento de disbiose, um distúrbio por trás de inúmeros problemas de saúde, como infecção urinária, candidíase, gastrite, rinite, depressão, insônia, doenças autoimunes, acúmulo de gordura etc. É preciso agir na origem do problema (geralmente estresse e maus hábitos de vida) em vez de querer apenas silenciar os sintomas.

*Eduardo Magalhães é nutrólogo e especialista em Medicina Preventiva e Integrativa. Todo mês, ele responde perguntas das leitoras em sua coluna.

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