Inspire-se com a história de Valéria Cattaruzzi que, depois de uma gravidez de risco, emagreceu 20 kg com corrida e se tornou medalhista na modalidade

Texto Ana Paula de Araujo | Adaptação Ana Paula de Araujo

Corrida emagrece

Valéria Cattaruzzi emagreceu 20 kg e conquistou muuuitas medalhas

Foto: Arquivo pessoal

Uma gravidez de risco e 20 quilos a mais na balança levaram a contadora Valéria Cattaruzzi, de 33 anos, a praticar corrida e emagrecer. Seu começo foi um pouco atribulado: ainda inexperiente, decidiu que participaria da meia maratona do Rio de Janeiro. “Como não tinha o preparo ideal, sofri muito e jurei que nunca mais correria na vida!”, lembra.

Tempos depois, decidiu dar mais uma chance à corrida. Recomeçou timidamente, com dois quilômetros, cresceu pra cinco e, quando se deu conta, aceitou o convite de uma amiga e participou da prova da Tribuna FM, em Santos, com percurso de 10k. “Quando cheguei lá, senti que aquele era o meu lugar. A turma era superanimada e concluí no meu ritmo, empolgadíssima. Nem acreditei quando cruzei a linha de chegada”, conta. A animação foi tanta que Valéria fechou com uma assessoria esportiva no mesmo dia.

Corrida emagrece
Valéria recuperou seu corpo e autoestima com ajuda da corrida
Foto: Arquivo pessoal

Embora já tenha participado de cinco meias maratonas e duas maratonas, a paulista elege as corridas de 10 km como suas favoritas. “É uma delícia e o treinamento não é tão pesado, o que me permite ficar mais tempo com a família”, explica. Seu tempo médio é de 43 minutos, sendo que o melhor já atingido foi de 42 minutos e 2 segundos.

A rotina de treinos é apertada: três vezes por semana, corrida e treino de braço e bike na hora do almoço. Nos dias intercalados, trabalha pernas e, na hora do almoço, natação. A última disputa trouxe um agradável troféu de 1º lugar feminino, com 43 minutos e 37 segundos.

Mas não pense que Valéria se cobra a ponto de querer ser profissional. Ela garante que os pódios foram apenas consequência, nunca uma meta. “É incrível estar no último quilômetro como primeira colocada e ter uma moto abrindo caminho para você. Eles chamam seu nome e pedem para você romper a faixa e cruzar a linha de chegada. É emocionante! Sempre penso em tudo o que enfrentei para estar ali”, comemora.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 318