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Por Ivonete Lucirio

drible-algumas-doenças-hereditárias-com-hábitos-simples

No século 19, o botânico Gregor Mendel percebeu que um
pé de ervilha era capaz de transmitir sua cor e textura
para a próxima geração da planta. Com pessoas, o
princípio é o mesmo, apesar de mais complexo
Foto: Danilo Borges

Nosso destino não está marcado nas estrelas, mas nos genes. São eles que determinam boa parte de nossas características. “Têm como função codificar proteínas e enzimas que atuam no corpo”, explica Fernanda Teresa de Lima, geneticista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). O código genético ainda é responsável por criar uma predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de problemas, como diabetes, demências e até câncer — são centenas de genes envolvidos em uma única patologia. “O risco de lidar com uma doença é, de fato, maior quando se tem um familiar diagnosticado com a mesma complicação”, conta a geneticista. E quanto mais próximo o grau de parentesco, maior a probabilidade de pipocar a encrenca. Conheça as características das principais doenças herdadas e o que você pode fazer para driblar a força da natureza.

Demências

O Alzheimer e o corpúsculo de Lewy — que também causa perda de memória e dificuldade de comunicação — apresentam um forte componente genético. “Existe, sim, um risco elevado de desenvolvê-las caso haja algum parente próximo com a doença”, esclarece David Schlesinger, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Idade em que a doença costuma aparecer: por volta dos 60 anos. 

Primeiros sintomas: alteração cognitiva, diminuição da memória, dificuldade em se expressar, esquecimento, apatia, depressão e perda da capacidade de realizar tarefas do dia a dia.

Prevenção: “malhar a mente é a melhor saída”, diz André Lima, neurologista do Hospital Barra D’Or (RJ). “É preciso ler, manter-se ativa, viajar, tocar instrumentos e praticar atividades físicas. Pesquisas mostram que quem se exercita tem uma chance quatro vezes menor de desenvolver Alzheimer”, completa o especialista. Controlar o tabagismo, a hipertensão e o diabetes também reduz a incidência do problema.

Câncer

Nesse caso é preciso diferenciar genético de hereditário. “O câncer surge a partir de mutações nas células. Portanto, todos têm um caráter genético”, diz José Cláudio Casali, oncologista do Centro Oncológico de Niterói (RJ). Definido isso, podemos classificar apenas 10% das ocorrências como hereditárias. Os cânceres mais relacionados à genética são os de ovário, de mama, de intestino, de tireoide e de estômago.

Idade em que a doença costuma aparecer: o de mama e o de ovário tendem a surgir durante o período fértil da mulher. “Já os outros devem ser investigados entre 10 e 15 anos antes da idade em que o primeiro familiar foi acometido pela doença”, conta Ana Paula Garcia Cardoso, oncologista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Primeiros sinais: cada tipo tem suas características. O de intestino e o de endométrio provocam dores, enquanto o de tireoide se manifesta por meio de nódulos palpáveis.

Prevenção: é preciso equilíbrio alimentar, atividade física regular e extinção de agentes cancerígenos, como álcool e cigarro. “Além disso, é essencial que pessoas com predisposição genética a algum tipo de câncer procurem um oncologista desde cedo”, alerta Ana Paula Cardoso.

Problemas cardíacos

Uma pesquisa publicada pela revista científica ­ e Lancet no ano passado mostra que homens com variação no cromossomo Y têm uma probabilidade 50% maior de transmitir aos filhos uma doença arterial causadora de infarto.

Idade em que a doença costuma aparecer: acontece até em recém-nascidos, mas é mais comum por volta de 50 anos nas mulheres.

Primeiros sintomas: muitas doenças cardíacas são assintomáticas e só são descobertas por meio de consultas médicas e check-ups periódicos.

Prevenção: “exercícios são uma alternativa saudável para espantar os males”, diz Rodrigo Leandro Ginberg, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Osteoporose

A genética influencia nossa massa óssea. “Mas não é uma regra certa. Exercícios, dieta e fumo também têm papel decisivo na formação dos ossos”, explica Ari Halpern, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Idade em que a doença costuma aparecer: geralmente na pós-menopausa. Primeiros sintomas maior ocorrência de fraturas.

Prevenção: “pratique exercícios regularmente, ingira bastante cálcio por meio da alimentação, tome sol para garantir o aporte de vitamina D e evite cigarros, bebidas alcoólicas e café em excesso”, aconselha Ari Halpern.

Diabetes

Se um dos pais tem o tipo 2 — que corresponde a 95% dos casos —, deve haver acompanhamento nas gerações mais novas. “Agora, se tiver o tipo 1, não necessariamente o filho desenvolverá diabetes. Mas há risco de apresentar doenças autoimunes”, completa Alex Leite, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

Idade em que a doença costuma aparecer: acima dos 30 anos. “Porém está cada vez mais frequente em adultos jovens, adolescentes e crianças”, revela Alex Leite.

Primeiros sintomas: ingestão de muito líquido, mais idas ao banheiro, muita sede, fome, tontura, mal-estar e visão turva.

Prevenção: coma pouco, devagar e não faça jejum. Evite gordura, consuma mais alimentos integrais, pratique exercícios e tente fugir do estresse exagerado.

Glaucoma

O aumento da pressão ocular atinge o nervo óptico e causa uma perda irreversível da visão. Aqui, o componente genético é um dos principais fatores de risco. “Não há percentual estabelecido, mas pacientes com histórico familiar devem ser submetidas a avaliações”, alerta Andréa Barbosa, oftalmologista da Rede D’Or São Luiz (RJ).

Idade em que a doença costuma aparecer: o tipo de glaucoma mais comum, o crônico de ângulo aberto, se manifesta por volta dos 40 anos.

Primeiros sintomas: perda da visão periférica.

Prevenção: “não há como evitar seu aparecimento, mas quanto mais cedo for detectada, menor o dano à visão”, diz Andréa Barbosa.

Doença celíaca

O organismo de pessoas que convivem com essa complicação reconhece o glúten dos alimentos como um invasor. Aí, para combatê-lo, aciona o sistema imunológico. Só que os mesmos anticorpos que destroem a substância danificam a mucosa que reveste o intestino delgado. Não se sabe exatamente por que isso acontece com algumas pessoas e com outras não, mas é certo que há fatores hereditários. “Apesar disso, uma pessoa que tenha um parente com a doença pode passar a vida toda sem desenvolvê-la”, explica Mauro Toporovski, gastropediatra da Santa Casa de São Paulo (SP). “O risco de apresentar a complicação, se houver antecedência familiar, é de 10% a 15%”, completa ele.

Idade em que a doença costuma aparecer: surge nos primeiros anos de vida ou já na idade adulta. “Existe uma grande relação com o sistema imunológico. Por isso, doenças que afetam a imunidade intensificam o risco”, diz Mauro Toporovski.

Primeiros sintomas: dor abdominal, gases, diarreia, perda de peso, erupções na pele, cãibras, dores nas juntas e cabelos quebradiços.

Prevenção: elimine os produtos com glúten do cardápio — os principais são pães, bolos e massas feitos com trigo, aveia, centeio ou cevada. Cerveja, sopas de latinha, molho de salada, sorvete de massa, ketchup e mostarda também levam a substância. Leia os rótulos com atenção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por Kelly Miyazato e Monique Garcia

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Por Karine César

exames-clínicos

É importante estar atenta a alguns cuidados para que os procedimentos ocorram da

maneira correta
Foto: Shutterstock 

1. Vá acompanhada

Endoscopia, colonoscopia, mamotomia, biópsia e agulhamento exigem a presença de um acompanhante maior de 18 anos

2. Respeite o jejum

Com exceção do hemograma simples, a maioria dos exames de sangue exige jejum. Para a dosagem de triglicérides e colesterol, por exemplo, são necessárias 12 horas. Já para a dosagem de glicose, entre 8 e 12 horas. Água, em pequena quantidade, é permitida. Mas cheque antes com o seu médico para ter certeza.

3. Adie em caso de gripe

Caso não tenha escolha, relate à atendente, na hora de marcar, que você está gripada e qual medicamento está utilizando.

4. Lembre-se: a menstruação interfere

Exames que sofrem interferência direta: urina, colpocitologia oncótica, colposcopia e cultura de secreção vaginal. Adie.

5. Tome bastante água antes do ultrassom

Ingerir de quatro a seis copos d’água ajuda a melhorar a visualização da região pélvica como um todo.

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Por Karine César

perigos-automedicação

Fique atenta aos riscos que a automedicação traz à saúde e lembre-se: remédios só devem

ser consumidos com receita médica!
Foto: Shutterstock 

Abrão José Cury Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica da Regional de São Paulo, exemplifica o mal que os medicamentos podem fazer, se consumidos sem prescrição:

1. Laxante

Quando consumido sem controle pode levar a alterações intestinais. O quadro pode até complicar e ocasionar uma perfuração do intestino;

2. Xarope

A tosse pode ter várias causas, como infecção, alergia ou câncer das vias respiratórias. O xarope pode mascarar o sintoma, permitindo que a doença evolua.

3. Antibiótico

Mesmo que a pessoa acerte na escolha, ao comprar sem indicação médica, ela pode errar no tipo e na dosagem, levando ao tratamento errado. Além disso, a usuária pode desenvolver resistência à droga.

4. Antiácido

Seu uso pode retardar o diagnóstico de úlcera, tumor ou pancreatite, e agravar ainda mais o problema.

5. Cremes e pomadas

Sem a indicação correta, eles podem esconder doenças mais sérias, como câncer de pele, e provocar dermatite de contato (um tipo de alergia). 

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Texto: Ivonete Lucirio

sintomas-e-reações-do-corpo-após-a-ingestão-de-álcool

O consumo excessivo de álcool pode causar diversos malefícios para o seu corpo
Foto: Danilo Borges

O dia seguinte de uma bebedeira nunca é divertido. Além da ressaca moral, o corpo sofre com as consequências fisiológicas. “O etanol, molécula do álcool, é muito tóxico, principalmente para o cérebro e o aparelho digestório”, conta Sérgio Barrichello, clínico geral da clínica Healthme (SP). Depois de ingerida, a bebida passa do estômago e do intestino para o sangue. De lá, segue como se fosse um tsunâmi, estragando o que estiver pela frente. Quando alcança o fígado, é transformada em acetaldeído, substância ainda mais tóxica. “A exposição prolongada das células do corpo a ela provoca uma série de inflamações no organismo”, completa o médico.

Falta de atenção

As inflamações causadas pela bebida comprometem o funcionamento de algumas áreas do cérebro.

Xixi em excesso

Ao chegar ao cérebro, o álcool inibe a produção de ADH, um hormônio antidiurético. Aí, a pessoa sente vontade de urinar o tempo todo. “O suor também aumenta, levando à perda não apenas de água, mas também de minerais, como potássio e magnésio”, explica Marcos Dias de Almeida, coordenador da equipe de transplante hepático do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Esse combo resulta em sede e mal-estar generalizado.

Tremores e cansaço

Resultam da queda do açúcar no sangue.

Dor de cabeça

Devido à desidratação, há uma diminuição do fluxo de sangue para o cérebro, que faz que os vasos da região se dilatem, causando a temida dor.

Fotossensibilidade

intoxicação por álcool afeta todo o sistema nervoso, deixando-o mais debilitado. Como a retina é um prolongamento do nervo óptico, fica mais sensível.

Sem apetite

Uma resposta inflamatória do sistema imunológico ao álcool afeta a vontade de comer.

Náusea, vômito, e dor de estômago

álcool aumenta a produção dos ácidos estomacais e diminui a velocidade com que oórgão se esvazia.

Dores no corpo

Com a perda de água, o organismo elimina sódio e potássio. Esses sais minerais são muito importantes para os músculosSem eles, a massa muscular fica pra lá de vulnerável dolorida.


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Por Karine César

truques-para-combater-a-depressão-pare-de-se-culpar-perca-o-medo-de-envelhecer-desabafe-de-vez-em-quando-com-e-durma-bem
Luiz Gonzaga Leite, chefe do departamento de Psicologia do Hospital Santa Paula (SP),
ensina alguns truques
Fotos: Shutterstock  

1. Pare de se culpar

Pessoas muito autocríticas acreditam ser culpadas por todos os problemas, incluindo os das pessoas à sua volta. Avalie a sua parcela de culpa, mas não se martirize pelo que está fora do seu alcance!

2. Perca o medo de envelhecer

Encare a “crise” dos 30 ou 40 anos como uma possibilidade de crescimento pessoal. Dê uma virada na sua área profissional e afetiva.

3. Desabafe de vez em quando

Claro que você deve evitar reclamar de tudo e de todos. Mas ter com quem se abrir e estar pronta para escutar é um passo importante para a sua evolução.

4. Pratique exercícios

Você não precisa se transformar em uma maratonista. Mas se exercitar ao menos três dias por semana, durante 30 minutos, vai deixá-la mais disposta e de bom humor.

5. Mantenha a sua rotina

Pessoas em depressão geralmente sentem-se desestimuladas para cumprir tarefas simples. Nesses momentos, insistir em cumprir o que faz parte da sua rotina ajuda no processo de cura.

6. Coma e durma bem

Alguns alimentos comprovadamente proporcionam bem-estar, como frutas, peixes e grãos integrais. Dormir também é importante. Não se entregue ao sono o dia inteiro.

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Texto: Ivonete Lucirio

infertilidade

Ainda que o envelhecimento dos óvulos seja o principal fator a comprometer a fertilidade,

há outros que podem atrapalhar o desejo de ser mãe - algumas vezes até antes dos 30
Foto: Danilo Tanaka 

Tomar pílula por muitos anos

MITO.  O medicamento só interfere na fertilidade enquanto está sendo ingerido. “O que pode acontecer, sim, é a mulher demorar um pouco para voltar a ovular, algo entre três e seis meses, depois de suspender o uso. Passado esse período, tudo volta ao normal”, explica Rosa Neme, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Esse efeito retardatário pode acontecer também com os anticoncepcionais injetáveis — tanto os mensais quanto os trimestrais.

Estresse

VERDADE. “O desequilíbrio causado por ele altera a produção hormonal que, por sua vez, intervém no processo ovulatório”, diz Rosa Neme. Trabalhos mostram que casais em tratamento de fertilização in vitro cujos níveis de estresse são altos, tiveram mais dificuldade para conseguir engravidar. A conclusão é que uma vida calma aumenta as chances de o barrigão aparecer. 

Ter menstruado muito cedo

MITO. A data da primeira menstruação, seja ela tardia ou precoce, não influencia na probabilidade de ficar grávida. 

Ter ciclos irregulares

VERDADE. “Isso, normalmente, é consequência de alterações hormonais que, muitas vezes, levam à não ovulação”, diz Marcello Valle, médico especializado em reprodução humana da Clínica Origem (RJ). A irregularidade dos ciclos é responsável por até 30% dos casos de insucesso. Uma das principais causas do aborrecimento é a síndrome dos ovários policísticos que, como diz o nome, é causada por uma série de cistos bem pequenos.

Idade avançada

VERDADE. A reserva ovariana começa a diminuir com a idade. “Esse declínio se inicia a partir dos 28 anos, mas se intensifica aos 35”, enfatiza Silvana Chedid Grieco, especialista em reprodução humana pelo Center For Reproductive Medicine da Universidade de Bruxelas, na Bélgica.

Endometriose

VERDADE. Essa doença representa quase metade dos casos complicados. A endometriose acontece quando células da camada interna do útero que deveriam ser descartadas pela menstruação acabam voltando para a cavidade abdominal e aderindo aos órgãos. Apesar de estarem fora do útero, elas continuam respondendo a estímulos hormonais do ciclo. “Não se sabe exatamente qual o mecanismo pelo qual a endometriose gera infertilidade, mas constatou-se que mulheres com o distúrbio apresentam maior inflamação dentro da barriga, o que pode gerar uma alteração dastubas uterinas e dos demais órgãos pélvicos”, conta Rosa Neme. 

Beber e fumar

VERDADE. O tabagismo é responsável pela diminuição da reserva folicular, o que dificulta oinício da gestação. Já o etilismo causa alterações das enzimas hepáticas e, com isso, altera ometabolismo dos hormônios envolvidos no processo ovulatório. 

Obesidade

VERDADE. A gordura não atrapalha apenas a silhueta. As células gordurosas produzemhormônios que interferem no ciclo, dificultando a ovulação. Uma equipe de pesquisadores do Brigham and Women´s Hospital e da Harvard Medical School, ambos nos Estados Unidos, constatou que mulheres com sobrepeso apresentam uma redução significativa do hormônio estradiol, o que indica uma dificuldade no amadurecimento dos folículos

 

 

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mitos-e-verdades-alcool

Nem todas as pessoas digerem as bebidas alcoólicas da mesma forma
Foto: Shutterstock

1. Ingerir alimentos antes de apreciar bebidas alcoólicas ajuda a retardar os efeitos do álcool. 

Verdade. A ingestão de alimentos faz que a absorção do álcool pelo organismo seja mais lenta. Isso acontece porque, ao ingerir alimentos, a bebida fica mais tempo no estômago, local que absorve mais lentamente o álcool. 

2. Bebidas doces fazem o álcool “subir” mais rápido. 

Verdade. A adição de açúcar em drinques com álcool acelera um pouco a taxa de absorção do produto na corrente sanguínea.  

3. Não importa a idade. O que importa é o quanto se bebe. 

Falso. Apesar da quantidade ser um fator crucial para um consumo responsável, a idade também é. No caso das jovens, em função da falta de maturidade, elas podem ser mais vulneráveis aos efeitos de bebidas alcoólicas, principalmente pela diminuição de capacidade de julgamento. Ao envelhecer, ficamos cada vez mais sensíveis aos efeitos, devido à redução da massa muscular e a menor porcentagem de água no corpo. Além disso, o álcool não deve ser misturado com alguns medicamentos. 

4. Pessoas mais pesadas sentem menos efeito do álcool. 

Verdade. Em geral, quanto maior o peso de uma pessoa, maior seu volume de água corporal. Portanto, se duas pessoas beberem a mesma quantidade de álcool, a pessoa com mais peso provavelmente será menos afetada pelo álcool do que a com menos peso.

5. Mulheres são menos resistentes ao álcool que os homens. 

Parcialmente verdade. São diversas razões que fazem as mulheres sentirem mais facilmente os efeitos, mas a questão deve ser vista caso a caso. Em geral, as mulheres são menores, têm menor porcentagem de água corporal e possuem a produção da enzima responsável pela quebra do álcool (ADH) menor.

6. Todos digerem as bebidas da mesma forma. 

Falso. Alguns indivíduos, especialmente asiáticos, apresentam elevada sensibilidade ao álcool por terem a enzima aldeído desidrogenase (ALDH) menos eficiente. Nessas pessoas, as reações ao álcool — mesmo em pequenas quantidades — podem ser graves e causar vermelhidão no rosto, náusea, taquicardia e tontura.

7. Cerveja e vinho não causam “ressaca”, pois são fracos. 

Falso. Não existe uma forma do álcool etílico causar menos efeito. As ressacas são um efeito de curto prazo comum causado pelo consumo excessivo e que têm sintomas como dores de cabeça, náusea, boca seca e maior sensibilidade à luz.

8. Durante a gravidez, beber pouco não causa prejuízo ao bebê. 

Falso. Durante a gestação, não há nenhum limite seguro. Beber durante a gestação pode causar danos à saúde do seu bebê, como baixo peso e disfunção do sistema nervoso central.

9. Bebidas alcoólicas curam depressão. 

Falso. A doença pode incitar a pessoa a beber, mas não vai resolver o problema. Nesse caso, é muito importante consultar um médico ou o serviço de assistência médica.

10. Ingerir álcool apenas “corta” o efeito do medicamento. 

Falso. A ingestão não é recomendada quando se utiliza remédios, pois eles podem intensificar os efeitos de modo indesejado ou neutralizá-los. A combinação dos dois produtos pode afetar também a coordenação motora. Portanto, leia sempre os rótulos de todos os medicamentos com ou sem receita médica. 

 






 

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Texto: Lela Malzone 

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Definir as prioridades, se programar e aproveitar o tempo da melhor maneira possível são
boas dicas para  organizar seu dia e evitar o estresse causado pela rotina
Foto: Danilo Borges 

Foque nas prioridades

O primeiro passo para terminar o dia estressada é tentar realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo e não dar conta de nenhuma. Para que isso não aconteça, faça uma lista com as prioridades do dia e execute apenas uma por vez. Você irá notar como vai conseguir fazer essas tarefas melhor, mais rápido e com menos estresse.

Pense no amanhã

No final de cada dia, faça uma lista das tarefas que estão programadas para o dia seguinte. Coloque nela os compromissos profissionais e pessoais, o que inclui até mesmo aquele happy hour com o gato ou a escapadinha para ir à manicure. Dessa forma, você consegue se organizar melhor e evita ser pega de surpresa por uma atividade que tinha esquecido.

Relógio aliado

Em vez de viver reclamando que não consegue ir à academia porque gasta muito tempo parada no trânsito, que tal aproveitar a hora do rush justamente para malhar? Uma opção é se matricular em uma academia perto do trabalho ou então, se estiver precisando economizar dinheiro, faça sua caminhada perto do serviço. Assim, garante os benefícios da prática esportiva e ainda se livra do estresse no congestionamento.

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

dor-de-cabeça-sinais-de-gravidade

Alguns tipos de dores na cabeça podem sinalizar problemas como tumores e trombose
Foto: Danilo Borges 

Sabe aquela dor de cabeça que às vezes surge e acaba com nosso dia? É preciso estar alerta aos seus sintomas, pois em alguns casos a mesma pode sinalizar um problema agudo que exige intervenção médica imediata. “Existem alguns tipos de dor de cabeça mais preocupantes, e por isso é fundamental estar atenta ao padrão da dor, sua evolução no tempo, os sintomas associados e o contexto que gerou seu aparecimento”, ressalta Leandro Teles, neurologista (SP).

Abaixo, selecionamos alguns dos sinais que representam a gravidade de uma dor de cabeça. Caso apresente algum deles, não hesite em procurar a ajuda de um especialista. Mas lembre-se: essas são dicas gerais e não regras absolutas. “Independente de qualquer critério, sempre que a dor de cabeça incomodar muito e prejudicar a rotina, não deixe de procurar ajuda especializada para se certificar do diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes”, orienta Marcelo Queiroz, chefe do Ambulatório de Dor do Hospital São Camilo (SP).

Dor de cabeça súbita

Trata-se de uma dor de cabeça repentina, explosiva, que atinge seu ápice de intensidade em poucos segundos. “Esse quadro é muito preocupante. Para o médico que escuta esse tipo de queixa, fica o receio da ruptura ou distensão de um aneurisma cerebral (que é uma dilatação de uma artéria que pode eventualmente rompem durante a vida). As dores mais comuns e benignas geralmente começam mais leves e a intensidade aumenta progressivamente”, explica Leandro.

Dor de cabeça com sintomas neurológicos associados

A dor veio acompanhada de outro sintoma neurológico focal? Procure um médico imediatamente, pois nesses casos, o receio é que existam alguns fatores que causam a dor e alteram a função de alguma parte do cérebro, como tumores, abscessos, sangramentos, isquemias e trombose. “É importante atentar para fraqueza muscular em alguma parte do corpo, alteração de sensibilidade ou visual, confusão mental e dificuldade para falar ou caminhar”, destaca Leandro.

Dor de cabeça com sinais de infecção

Dores de cabeça associada com quadros de febre, dores no corpo, náuseas, dificuldade de movimentar o pescoço, manchas pelo corpo e calafrios podem denunciar meningite, abscesso cerebral, sinusite e dengue. “Infecções mais leves também podem causar dores de cabeça e mal estar, como gripes e diarreias virais, mas nesses casos o médico saberá como diferenciá-las”, assegura Leandro.

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Reportagem: Redação Corpo a Corpo

dicas para dormir bem

Alguns simples hábitos podem te ajudar a ter uma noite de
sono muito mais satisfatória
Foto: Danilo Borges 

- Durma o suficiente para repor as energias e garantir a liberação do hormônio de crescimento, o GH, essencial para troca e regeneração celular.

- Beba moderadamente e coma alimentos leves, ou em menor quantidade, no mínimo até três horas antes de se deitar. Evite aqueles que promovem o aumento dos níveis de insulina (acionando, assim, o metabolismo) e que podem influenciar na qualidade do sono.

- Durante todo o dia, uma dica importante é ingerir bastante água e sucos naturais frescos. Outra boa opção é a água de coco, sobretudo no verão intenso.

- Durma em locais bem ventilados, com roupas leves e com travesseiros adequados ao seu biótipo (o ideal é aquele que preenche completamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão).

- Para que haja um descanso completo do corpo e da mente é preciso silêncio e concentração. Antes de dormir, faça uma rápida sessão de alongamento, que é uma ótima forma de relaxar e evitar dores no corpo. Pratique-o com movimentos tranquilos e, sobretudo, com regularidade.

Receita para relaxar e dormir

Chá de melissa, maracujá e gengibre

Ingredientes
• ½ polpa de maracujá (incluindo a parte branca)
• Lascas de gengibre
• 1 col. (chá) de folhas de melissa desidratada
• 200 ml de água

Modo de fazer
Leve tudo ao fogo e deixe ferver. Coe e beba quente ou gelado.


 

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Texto: Rita Trevisan

habitos-saudaveis

Invista em uma tarde de descontração com as amigas: momentos agradáveis como esse

ajudam a combater os efeitos nocivos do estresse

Foto: Shutterstock

Além das escolhas inteligentes à mesaque podem contribuir para ou não para nosso bom estado emocional, alguns hábitos influenciam positivamente no seu humor e na disposição para as atividades diárias. Veja quais são eles: 

1) Dormir mal ou pouco dispara desordens hormonais que favorecem o ganho de peso e a irritabilidade. Por isso, descanse sete ou oito horas por dia. E lembre-se: evite estímulos até uma hora antes de ir para a cama, tome um banho relaxante bem à noitinha e deixe o quarto o mais escuro e silencioso possível na hora de descansar;

2) Exercícios físicos promovem a liberação de serotonina e aumentam o bem-estar, renovando o pique. Para aproveitar melhor esses benefícios, exercite-se pela manhã;

3) Práticas como a ioga e a meditação mantêm o corpo e a mente em equilíbrio, além de amenizarem a tensão;

4) Ter amigos combate os efeitos nocivos do estresse. As pessoas próximas ajudam na reavaliação da fonte de preocupação e impedem a famosa “tempestade em copo d’água”;

5) Buscar o autoconhecimento é outra arma contra o nervosismo. Reconheça seus limites e respeite-os.

 

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guess-handbag

Handbag da Guess - R$605
Foto: Divulgação 

Para as amantes das handbags, a Guess traz modelos em couro sintético que esbanjam glamour e elegância. As bolsas são um acessório indispensável para as mulheres, e estas, mais ainda. O luxo fica por conta dos detalhes da ferragem em prata brilhante

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

camisinha-feminina

Quando usada de maneira correta, a camisinha feminina

possibilita uma relação sexual confortável, segura e prazerosa
Foto: Danilo Borges 

Embora ainda não tenha muitas adeptas, a camisinha feminina pode oferecer diversos benefícios antes, durante e depois da hora H. Por isso, não se deixe levar pela vergonha em comprá-la ou por não saber como manuseá-la! Uma vez que se adapte ao método, poderá usufruir suas diversas vantagens. Mas antes, vamos entender sua estrutura: “Trata-se de uma “bolsa” feita de poliuretano que contém aproximadamente 15 cm de comprimento e 8 cm de diâmetro. Possui dois anéis, um em cada extremidade. O anel interno é fechado para impedir o contato do esperma com a vagina e fica em contato com o colo do útero. O anel aberto fica localizado externamente para recobrir a vulva (parte externa da vagina)”, explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli (SP). 

Que tal explorar novos horizontes e ainda manter-se prevenida contra DSTs e evitar uma gravidez não planejada? Para isso, listamos oito motivos para você apostar nesse método contraceptivo

Proteção em dobro

De acordo com o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli (SP), o preservativo feminino é mais eficaz que o masculino quando o assunto é gravidez indesejada e prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis. Como já mencionado, o produto é feito de poliuretano, material mais resistente que o látex usado no preservativo masculino e, consequentemente, é mais difícil de rasgar. “Quando usada corretamente, a chance de falha da camisinha feminina é de 5%, porém na prática a chance de falhas é maior devido ao seu uso incorreto”, informa Erica.

Melhora a sensibilidade

Por sua espessura ser mais fina e não apertar o pênis, a sensibilidade durante a penetração é preservada e até mesmo aumentada quando comparada ao ato sexual feito com o preservativo masculino. “Quando utilizada da maneira correta, é um método confortável tanto para o homem quanto para a mulher”, conta Erica.

Não precisa cortar o clima

Boas notícias: você não vai precisar interromper tudo quando o clima estiver esquentando, pois não há necessidade de colocar a camisinha somente na hora do ato sexual. É isso mesmo! “A camisinha feminina pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual, sem prejudicar sua eficácia”, garante Domingos. 

Não precisa ser retirada logo após a ejaculação

Segundo Erica, a camisinha feminina não precisa ser retirada imediatamente após a relação sexual. “Ao contrário da camisinha masculina, o preservativo feminino não depende da ereção do pênis para manter-se no lugar e evitar o vazamento do esperma. Ela pode ser retirada apenas quando a mulher se levantar, para que não existam riscos de vazamento”, explica Erica.

Já vem pré-lubrificada

Adeus, desconfortos! A pré-lubrificação da camisinha feminina facilita a penetração. “No entanto, se for preciso, devem ser usados lubrificantes de base oleosa fina na parte interna”, orienta Domingos.

Indicada para alérgicos ao látex

“O preservativo feminino conta com maior lubrificação e é feito de borracha nitrílica, ou seja, não provoca alergias e pode ser usada pelos alérgicos ao látex” esclarece Domingos.

Previne herpes e verrugas genitais

“Diferente da camisinha masculina, a feminina recobre a vulva (parte externa da vagina), diminuindo o contato direto entre os órgãos sexuais do homem e da mulher. Isso diminui a chance de transmissão de doenças como herpes, verrugas e outras doenças genitais”, revela Erica.

Pode ser usada no perídodo menstrual

Domingos explica que não há problema em manter relação sexual durante o período menstrual. “Vale lembrar que nesse período as mulheres ficam mais sensíveis às doenças sexualmente transmissíveis, pois o pH vaginal passa de ácido para alcalino, o que pode causar diversas infecções. Por isso o uso da camisinha é essencial, a fim de oferecer maior proteção para a mulher”, alerta Domingos. 

 

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

dicas-para-melhorar-desempenho-cerebro

A leitura é uma das atividades recomendadas para estimular o funcionamento do cérebro
Foto: Shutterstock 

Que tal melhorar o desempenho da fascinante “máquina” que é o cérebro? Nunca é tarde para mudar os hábitos e trabalhar duro para ser uma pessoa mais criativa, concentrada, saudável... “Para tirar o melhor dessa estrutura, é preciso aparar inúmeras arestas comportamentais e exercitar no dia a dia cada complexa função cerebral”, ressalta o neurologista Leandro Teles (SP). Pensando nisso, experts no assunto selecionaram algumas dicas para dar aquela turbinada no cérebro. Confira: 

Cuide dos ambientes

O ambiente é fundamental para a relação entre o cérebro e os estímulos. Para que exista concentração, foco e boa memorização é importante que não haja competição de estímulos, excessos visuais, bagunça, ruídos, temperatura inadequada etc. “O rendimento mental, em termos de produtividade, criatividade, memória e raciocínio lógico, é superior em ambientes estruturados, pensados e inteligentes, com as coisas relevantes expostas e organizadas e o irrelevante longe da percepção”, afirma Leandro.

Descanse o suficiente

O sono e o descanso são fundamentais para a atividade intelectual em alto nível. De acordo com Leandro Teles, ninguém consegue exercer toda sua capacidade intelectual se não está com o corpo adequadamente descansado. “Os momentos de descanso prolongado ou uma boa noite de sono (principalmente durante o sono REM, que é a fase reparadora do mesmo), é quando o cérebro reorganiza todas as informações recebidas, consolida o aprendizado e normaliza emoções”, revela Edson Issamu, neurologista do Hospital São Camilo (SP). Além do sono, Leandro Teles também considera fundamental o período de férias, os finais de semana, feriados e tudo o que possa ajudar na organização e recuperação da “overdose mental” que é a rotina.

Alimente-se bem

De acordo com o neurologista, a relação entre alimentação e funções cerebrais superiores é intensa e complexa. O sistema nervoso é sensível à alimentação muito calórica, rica em gorduras de má qualidade e em grandes porções. As dicas do médico são consumir alimentos de fácil digestão, fontes de gordura de boa qualidade (ômega 3, por exemplo), bastante líquido e evitar álcool e estimulantes, como a cafeína em excesso. “As escolhas devem priorizar verduras, legumes, grãos, carnes magras e frutas (ricos em nutrientes e vitaminas do complexo B).  Em médio e longo prazo devemos controlar o peso e evitar distúrbios do colesterol, que podem levar a aterosclerose, danificando os vasos cerebrais. Outra substância que deve ser evitada é a nicotina. O cérebro é bastante sensível às nossas escolhas alimentares”, garante.

Organize seu tempo

Segundo Edson Issamu, a organização do tempo faz com o cérebro trabalhe de maneira organizada, sólida, tranquila, sem sobressaltos ou "acidentes de percurso" que provocam situações emocionalmente desfavoráveis – o que altera o nível de atenção, raciocínio e capacidade de tomar decisões da pessoa. “As pessoas acumulam seus afazeres, querem fazer tudo de uma vez e isso também resulta em uma queda brutal na qualidade das atividades cotidianas. Por isso, procure fazer seu dia render mais, estabeleça uma agenda com lógica interna e prioridades e faça uma coisa de cada vez”, orienta Leandro Teles. 

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Reportagem: Camila Saipp

como superar a insonia

Escolher o colchão e o travesseiro adequados, é fundamental 
para ter uma noite de sono tranquila
Foto: SXC 

Ter uma boa noite de sono é fundamental para aguentar as atividades e os contratempos do dia a dia. Afinal, além de se desligar dos problemas, durante o sono o corpo não acumula o cortisol, hormônio responsável pelo estresse e pela irritação. “Quando uma pessoa dorme mal, ela pode apresentar dificuldade de concentração, de aprendizado, lapsos de memória, irritabilidade, mau humor e redução de reflexos. Cronicamente, noites mal dormidas podem trazer danos irreversíveis à saúde, como o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e até degenerativas” alerta o neurologista Leandro Teles.

Mesmo assim, existem algumas pessoas que não conseguem dormir bem e isso se deve a uma série de fatores variados. Segundo o especialista, para uma boa noite de sono são fundamentais aspectos relacionados ao ambiente, ao indivíduo e ao comportamento, ou seja, nos casos mais simples, é necessário que a pessoa se atente a manter um ambiente propício ao sono, controle a ansiedade, o estresse, durma em horários regulares, pratique atividades físicas, etc.

Mas se isso tudo não funcionar pode ser que você sofra de insônia, um distúrbio que pode ser causado por questões hormonais, situações imprevisíveis, tendência genética, etc. “Passar até três semanas sem dormir direito é considerado um caso de insônia aguda, geralmente fruto de situações específicas, como stress, sobrecarga de trabalho e preocupações, hábitos inadequados de sono, etc. Após esse período, a insônia já é considerada crônica, com tratamento mais trabalhoso e causas variadas”, afirma o Dr. Leandro.

Dicas para superar a insônia

Para que os medicamentos não sejam necessários e você consiga desligar a mente pelo menos durante a madrugada, o Dr. Leandro Teles listou alguns hábitos que podem contribuir para uma boa noite de sono. Confira e boa noite!

- Manter uma regularidade é fundamental, por isso, procure dormir e despertar em torno do mesmo horário e tente não alterar demais essa rotina até mesmo em finais de semana e feriados (isso não é lá muito fácil).

- Reestruture seu ambiente de sono. Dê atenção ao conforto, silêncio, temperatura e iluminação.

- Desligue fontes luminosas diretas (celulares, tablets, notebook, televisor, etc.) cerca de 40 minutos antes do horário que deseja dormir. Prefira iluminação indireta e em baixa tonalidade.

- Não consuma álcool próximo ao horário de dormir, pois ele desorganiza o sono. Evite também estimulantes como a cafeína, que podem te manter agitado.

- Antes de deitar, consuma pouca quantidade de comida, opte por alimentos de fácil digestão e não abuse dos líquidos (para não ter que ir ao banheiro durante a madrugada).

- Pratique exercícios físicos regularmente, priorizando os aeróbios e ao ar livre. Mas atenção: evite atividade física nas duas horas que antecedem o sono.

- Faça alguma atividade de transição entre o trabalho e o sono. Leia, ouça música, assista televisão (só lembre-se de seguir a recomendação 3), tome um banho prolongado, enfim...qualquer atividade que desligue o cérebro dos problemas do dia a dia.

- Controle o peso e as doenças clínicas que atrapalham o sono. Só utilize medicamentos para dormir sob prescrição e acompanhamento médico.

 

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Texto: Carmen Cagnoni/ Fotos: Danilo Borges/ Realização:Tomaz Souza Pinto

 

atitudes para viver bem

Exagerar nas vitaminas pode mascarar algum problema de
saúde mais grave
Foto: Danilo Borges 

O estresse é a doença que mais afeta as pessoas atualmente. Conforme pesquisa da International Stress Management Association (Isma Brasil), 70% dos brasileiros economicamente ativos sofrem de estresse. O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial dos países com mulheres que mais apresentam o problema, atrás das indianas (87%), mexicanas ( 74%) e russas ( 69%). Para Adriana Vilarinho, nós temos mais chances de desenvolver um problema cardíaco do que os homens. A médica lembra ainda que o nível de estresse e o estilo de vida determinam 60% das doenças. “Historicamente, nossos mecanismos de reparação dos danos celulares, principalmente ao DNA, são eficientes até 20, 25 anos de idade. Portanto, podemos dizer que uma pessoa saudável, sem doença crônica conhecida, começa a envelhecer aos 25 anos, em média”, determina Wilmar Accursio, endocrinologista, nutrólogo e presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento (SP). A seguir, conheça outras atitudes imprescindíveis que você deve seguir para alcançar este momento de rejuvenescimento!

Durma bem

“Quem não dorme bem produz mais radicais livres, o que leva a um consumo maior dos antioxidantes, que podem fazer falta para outras tarefas. A privação de sono aumenta, também, a tendência ao ganho de peso e, principalmente, dificuldade na eliminação do excesso, além de uma propensão maior ao estresse e à estafa. Para o bom funcionamento do corpo humano, um período adequado de descanso diário é essencial”, avisa Wilmar Accursio.

Não condicione a felicidade

É muito comum depositarmos nossas angústias e frustrações em fatores externos, pessoas, situações ou colocarmos barreiras para a felicidade plena. “Pensar, por exemplo: ‘quando eu morar em outro local serei mais feliz’, é comum. Quando colocamos empecilhos na mente, passamos a esperar que coisas aconteçam para sermos felizes e a felicidade vem de um estado de espírito e não de situações”, diz Natália Scodeler, fisioterapeuta do Núcleo Pluri (SP).

Enfrente as mudanças

Em outras palavras, tenha fé. No sentido mais geral da palavra, ter fé é confiar e ser leal às suas vontades. Acredite que algo bom vai acontecer quando abandonar velhos hábitos, padrões que não fazem bem. Para ser plenamente feliz, deve-se sair da zona de conforto, acreditar que tendo objetivos claros, mas com metas flexíveis, você vai poder ser surpreendida com novas possibilidades e descobrir que basta seguir na direção do que se quer, achar possível e sentir-se merecedora para o sucesso acontecer naturalmente.

Proteja o organismo

Uma dieta equilibrada ajuda a manter o peso saudável. O excesso de gordura e a obesidade levam às modificações na produção e metabolização de hormônios. O consumo de vegetais crucíferos — couve, couve-flor, brócolis, mostarda, repolho, nabo e rabanete — promove a metabolização de estrógenos (hormônios femininos), que protegem contra o câncer.

Não exagere nas vitaminas

A complementação nutricional por meio do uso de suplementos vitamínicos é recomendada sempre que houver necessidade. Essa carência deve ser avaliada por meio de exames, histórico clínico e exame físico, e a suplementação deve ser feita de acordo com as deficiências de cada uma. É importante ressaltar que o consumo indiscriminado e não orientado de nutrientes pode fazer mal, sim. E, pior, de um modo subliminar, subclínico, que pode demorar anos para se manifestar.

 

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

beneficios-cada-tipo-de-parto

Cesárea e parto normal são os tipos de partos mais

frequentes entre as gestantes
Foto: SXC 

Nove meses é o tempo que o corpo da mulher leva para dar todas as condições necessárias à chegada de uma nova vida. A eliminação do tampão mucoso, contrações cada vez mais fortes e em intervalos menores e o rompimento da bolsa amniótica com perda de líquido ou sangramento vaginal são alguns dos sinais de alerta que anunciam a chegada do bebê.

Mas, antes de a futura mamãe vivenciar o tão esperado momento, é fundamental que ela tenha escolhido o tipo de parto de sua preferência. De acordo com o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli Borges Filho (SP), são inúmeras opções, e tal decisão deve ser tomada em conjunto com o obstetra, que irá analisar qual alternativa é melhor e mais segura para a mãe e o bebê. “O obstetra é a principal fonte de informações de qualidade para a mulher”, reforça a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama (SP).

Para entender melhor cada tipo de parto, especialistas no assunto nos explicaram as vantagens e desvantagens de cada um deles. Confira nas próximas páginas!

 

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

mau-humor-segunda-feira

"O fato de que para a maioria das pessoas o fim de semana oferece a possibilidade de não

ter horários, regras e compromissos reflete um desejo de viver em um estado de liberdade

pouco possível na realidade", afirma Rita Calegari
Foto: Shutterstock 

Para muitas pessoas, o final de semana é aguardado com muito fervor e alegria, sendo visto como um momento de descontração, prazer e de possibilidade de descansar e relaxar após uma semana de agitação e obrigações. Mas, quando seu fim se aproxima com aquele tedioso domingo à noite ou até mesmo na segunda-feira de manhã, muitas vezes a sensação é de frustração, ansiedade, cansaço, desânimo e um consequente mau humor. A psicoterapeuta cognitivo-comportamental Thaís Petroff Garcia (SP) compara o sábado e domingo como os dias em que as pessoas “entram em uma bolha” e esquecem as coisas “chatas” vivenciadas durante os dias úteis. A segunda-feira, neste caso, representa a quebra deste momento “mágico” e o retorno ao mundo real.

“Do ponto de vista da neuropsicologia, a explicação é que normalmente as pessoas desaceleram no final de semana, o que acaba afetando o metabolismo. A produção de alguns neurotransmissores também sofre alterações. Como o efeito só fica evidente após aproximadamente um dia e meio, é no domingo à noite que aparecem os sintomas de desânimo e insatisfação, que pode perdurar até o início da segunda-feira”, revela a especialista. Contudo, este mau humor típico do início da semana pode cessar ao retomarmos nossas atividades regulares. “Quando colocamos a mão na massa e adentramos ao que precisa ser feito, nosso organismo já começa a se habituar ao ritmo e, desta forma, focamos nossa mente nas atividades, fazendo com que a angústia do início de segunda-feira cesse”, completa Thaís.

Que tal abolir a desagradável “síndrome da segunda-feira” da sua rotina? Listamos algumas dicas para que seu início de semana não seja esse bicho de sete cabeças que você imagina e perceba que seu dia pode ser muito mais produtivo e agradável:

Sem pendências!

 Para Thaís, uma boa dica é não adiar compromissos chatos para a segunda-feira. “Busque concluir o que for necessário, tanto quanto possível até o final de semana para que não fique preocupando-se com isso e nem comece a segunda-feira já com essa obrigação na cabeça”, acredita. O mesmo vale para não estender o trabalho para o final de semana, pois deste modo não haverá pausa nenhuma e com certeza a semana começará já sendo exaustiva.

Prazer nos dias úteis

Concentre-se em ser feliz todos os dias da semana! “Programe atividades prazerosas para cada dia da semana, coisas muito simples, mas que alegram o dia: preserve como tesouro seu horário de almoço e aproveite-o bem, alimentando o corpo e a alma com escolhas saudáveis e companhias queridas sempre que possível; reserve uma roupa ou acessório especial para usar, não deixe suas peças bonitas só para o fim de semana, embeleze sua rotina diária; carregue consigo ou deixe em seu local de trabalho “fontes” de energia: podem ser amuletos, fotos da família ou de viagens, imagens santas, flores – qualquer coisa que, ao contemplar, faça com que se lembre da importância do que você faz e para quem você o faz”, sugere Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP). O psicólogo Mauricio Pinto (SP) lembra que seu desempenho durante a semana é que garantirá a qualidade do seu sábado e domingo; portanto, curta a sua semana de trabalho também!

 

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

mitos-e-verdades-sobre-o-sono

O sono é fundamental para uma série de eventos biológicos como a reparação de tecidos,

liberação de hormônios e manutenção das funções físicas e mentais
Foto: Danilo Borges 

Nada como ter uma boa noite de sono, não é mesmo? Tal momento sagrado é a hora em que relaxamos e renovamos nossas energias após enfrentar um dia agitado. “O sono é uma fase tão importante para a nossa vida quanto à vigília (estado desperto). A reorganização da atividade cerebral, a consolidação do aprendizado, o equilíbrio da bioquímica que rege as emoções e muitos outros fatores são mediados ou regulados durante o sono”, explica o Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista do Hospital São Camilo (SP). Para esclarecer algumas dúvidas frequentes a respeito do sono, o Dr. Edson e o também neurologista Dr. Leandro Teles (SP) comentou alguns mitos e verdades acerca do assunto:

Durante o sono o cérebro descansa

MITO. De acordo com o Dr. Edson, o cérebro nunca descansa. “Durante o sono, o cérebro realiza várias funções, como reordenar a memória dos fatos ocorridos no dia, alocando as informações importantes em locais de rápida recuperação (aquelas que contêm conteúdo emocional ou de alerta); consolidar o aprendizado das informações novas do dia e reorganizar os circuitos e a bioquímica dos neurotransmissores”.

O consumo moderado de bebida alcoólica relaxa e melhora o sono

MITO. “O álcool sono e relaxa algumas pessoas. No entanto, ele desorganiza a arquitetura interna do sono, tornando-o não reparador. Além desse efeito direto, ele também piora os episódios de roncoapneia, causando microdespertares em quem roncaatrapalhando inclusive o sono de quem está ao redor”, explica o Dr. Leandro.

Cochilar à tarde prejudica o sono da noite

MITO. Segundo o Dr. Leandro, não existe nenhuma evidência que o cochilo da tarde comprometa o sono da noite. O médico explica que é natural sentir sono após o almoço devido ao desvio de sangue para os órgãos relacionados à digestão, aliado a acidificação do estômago, reduzindo a acidez do sangue – o que gera sonolência. “Esse cochilo, no entanto, não deve passar de 30 a 60 minutos. Você troca um período de baixo rendimento no estudo ou trabalho por um descanso que aumentará o rendimento das atividades durante a tarde”, orienta. 

Não é possível compensar a falta de sono durante a semana dormindo mais no final de semana

VERDADE. O sono encerra as atividades de um dia. Sono atrasadoo fica acumulado no cérebro. “A compensação pela noite mal dormida deve ocorrer, idealmente, em até 24 horas. Após isso, os malefícios da privação de sono o o mais compensados adequadamente. Por isso, nada que deixar para dormir bem apenas nas férias, nos feriados e finais de semana. O melhor dia para dormir bem é hoje à noite”, acredita o Dr. Leandro. 

Quem dorme pouco engorda

VERDADE. Diversos estudos relacionam a insônia ao ganho de peso: “Isso ocorre, pois durante o sono liberamos leptina, hormônio da saciedade. Quem dorme pouco libera mais grelina, hormônio da fome, e assalta a geladeira de madrugada com mais frequência”, brinca o Dr. Leandro. 

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Reportagem: Camila Saipp

hábitos que influenciam a fertilidade

Tabagismo, consumo de álcool e alimentação inadequada são
alguns dos fatores que podem dificultar a gravidez 
Foto: Caio Mello 

São vários os fatores clínicos que podem influenciar na possibilidade da mulher engravidar, mas alguns simples hábitos dos pais também acabam contribuindo para aumentar a dificuldade da concepção. Nos casos em que nem o pai, nem a mãe apresentam algum problema em seus órgãos reprodutores que leve à infertilidade e mesmo assim não conseguem gerar uma criança, a explicação pode estar no estilo de vida do casal.

De acordo com o ginecologista Dr. Joji Ueno, o casal só pode ser considerado infértil após ausência de gravidez depois de 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de método anticoncepcional. “Após um ano sem conseguir engravidar, o casal deve procurar assistência médica para uma avaliação adequada. Durante esse período, analisamos o estilo de vida do homem e da mulher, os hábitos alimentares, o nível de estresse, a ansiedade e a forma como o casal está lidando com a dificuldade de concepção”, explica o médico.

O Dr. afirma ainda que caso a infertilidade não seja comprovada, o responsável pela dificuldade de engravidar pode ser o estilo de vida que os futuros papais estão levando. “O tabaco pode interferir na menstruação da mulher e causar anomalias, bem como o elevado consumo de álcool pode afetar a produção de esperma. A combinação desses fatores de risco pode reduzir ainda mais a fertilidade”.

A ginecologista Viviane Monteiro reforça: “hábitos como tabagismo, consumo exagerado de bebida alcoólica, alimentação inadequada, sedentarismo, etc. podem influenciar negativamente na possibilidade de gravidez”. E ainda recomenda: “Praticar atividades físicas e manter um estilo de vida saudável contribuem para aumentar suas chances”.

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

beneficios-anticoncepcionais

pílula anticoncepcional pode ser indicada para tratamentos com acne, pois aumenta a 

produção de colágeno, que mantém a pele firme e saudável
Foto: SXC 

Que as pílulas anticoncepcionais ajudam a prevenir uma gravidez indesejada, todo mundo já sabe. Mas existem algumas outras vantagens em optar pelo seu uso – benefícios que muitas mulheres desconhecem. Contudo, lembre-se: somente um ginecologista saberá, entre tantas opções existentes no mercado, qual é a mais indicada pra você, para minimizar os efeitos colaterais no seu corpo. “A pílula vai ser escolhida de acordo com a idade, peso, presença ou não de intercorrências clínicas e também, pela própria queixa ou desejos da mulher: fatores como volume de sangramento, tensão pré-menstrual, tipo de pele, medo de engordar, cólica menstrual e se deseja ou não menstruar devem ser considerados”, ressalta o Dr. Eduardo de Souza, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

As ginecologistas e obstetras Dra. Erica Mantelli (SP) e Dra. Denise Gomes, diretora-médica da Plena Clínica (SP) revelaram cinco benefícios da pílula anticoncepcional que auxiliam na saúde e na beleza da mulher:

1)  Melhora dos incômodos pré-menstruais

De acordo com a Dra. Denise Gomes, o uso do anticoncepcional provoca no organismo um estado de anovulação, ou seja, os ovários ficam inativos, não produzem seus hormônios, não ovulam. Esses hormônios ovarianos, produzidos em um determinado ciclo ao longo do mês, são os responsáveis pelos sintomas da famosa tensão pré-menstrual. “Como a produção fica suspensa pelo uso da pílula, todos os sintomas provocados por esses hormônios também serão controlados”, explica. Segundo a Dra. Erica Mantelli, o medicamento pode reduzir as cólicas menstruais em até 80%: “Com um fluxo sanguíneo menor, as contrações uterinas que ocorrem durante a menstruação são de menor intensidade, com redução importante da dor”.

2) Regularização do ciclo menstrual

“As pílulas anticoncepcionais orais têm como principal mecanismo de ação a inibição da ovulação. Quando tomadas de acordo com a orientação médica, sempre nos mesmos horários e fazendo as pausas recomendadas para cada tipo de pílula, o fluxo menstrual fica regular devido à ação hormonal diária da pílula e a mulher tende a menstruar menos e com intervalos periódicos”, afirma a Dra. Erica Mantelli.

3) Efeitos positivos sobre a pele e cabelo

A Dra. Denise conta que a pílula anticoncepcional pode ser indicada para tratamentos para acne, pois o medicamento aumenta a produção de colágeno, que mantém a pele firme e saudável. Em geral, mulheres com tendência à pele oleosa também têm um grande benefício com o uso da pílula: “O uso dos hormônios sintéticos contidos nas pílulas faz com que a mulher produza menor quantidade de hormônios androgênicos (semelhante ao hormônio masculino), que são os responsáveis pela oleosidade cutânea. As mulheres com cabelo oleoso também podem se beneficiar pelo método, mas em geral o cabelo tem menor impacto que a pele”, diz a médica.

4) Perda de peso

Um estudo americano mostrou que metade das mulheres perde peso quando começam a tomar pílulas anticoncepcionais. “As pílulas que contém drospirenona (hormônio semelhante à progesterona) combatem a retenção de sódio e aumentam a eliminação de líquidos pela urina, reduzindo então o inchaço abdominal e das mamas com consequente redução de peso devido ao acúmulo de líquido”, informa a Dra. Erica.

 

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

estresse

O estresse produz substâncias como cortisol, adrenalina e noradrenalina que influenciam 

no acúmulo de gordura corporal
Foto: Danilo Borges

Está seguindo a dieta à risca e não notou nenhum resultado positivo? Saiba que existem outros fatores que podem interferir no emagrecimento e afetar a sua saúde: “Algumas desordens no organismo podem influenciar no balanço energético e dificultar a perda de peso. Distúrbios hormonais, emoções descontroladas e doenças metabólicas são alguns dos fatores patológicos que comprometem a saúde feminina e não favorecem o emagrecimento”, esclarece a ginecologista e obstetra Dra. Denise Gomes (SP).

Abaixo, confira quatro males da saúde que podem contribuir para este quadro:

Hipotireoidismo

De acordo com a Dra. Márcia Queiroz, endocrinologista do Hospital São Camilo (SP), a glândula tireoide está localizada na parte anterior do pescoço e produz hormônios, como T3 e T4, que circulam no nosso organismo ligado ou não a proteínas do sangue. Os hormônios tireoidianos são responsáveis por várias funções relacionadas ao crescimento e desenvolvimento normal do organismo, e na regulação de algumas funções, como a produção de energia e a geração de calor. “Por isso, a alteração na produção e/ou na liberação desses hormônios pela glândula tireoide pode levar a alterações no metabolismo, que, por sua vez, pode influenciar no equilíbrio do peso corpóreo”, explica. De acordo com a médica, o hipotireoidismo pode estar associado a intolerância ao frio, alteração de colesterol e dificuldade em perder peso. A intensidade e gravidade dos sintomas estão diretamente relacionadas à perda da função tireoidiana. “Quando o hipotireoidismo é diagnosticado e tratado corretamente, os sintomas regridem e as funções metabólicas retornam ao normal”, tranquiliza.

Síndrome de ovários policísticos

A Dra. Márcia explica que a síndrome de ovários policísticos (SOP) pode ser clinicamente suspeitada diante de manifestações características de excesso de hormônios masculinos, como aumento de pelos, acne, pele oleosa e queda de cabelo e ciclos menstruais irregulares. Outra característica importante da doença é o aumento de peso: “Embora não haja estudos controlados que determinem a incidência de obesidade  em mulheres  com SOP, estima-se que pelo menos 50% delas tenham sobrepeso ou obesidade; e o ganho de peso piora a condição da doença”. Segundo a endocrinologista, a deposição de gordura no abdômen é mais comum e esse tipo de obesidade tem maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. “Atividade física e alimentação balanceada são dois valiosos aliados no tratamento da síndrome dos ovários policísticos, principalmente quando ela está ligada ao excesso de peso e à síndrome metabólica. A pílula anticoncepcional melhora os sintomas em curto prazo, pois bloqueia a produção hormonal dos ovários, reduz a oleosidade da pele, diminui e normaliza o ciclo menstrual”, orienta a Dra. Márcia.

Uso de anticoncepcional

“Em algumas mulheres, o uso de anticoncepcional pode predispor à retenção de líquido, o que garante à mulher um pouco de edema e consequentemente favorece o ganho de peso. E o responsável por esses quilinhos a mais é o hormônio estrógeno. Ele está presente em alguns medicamentos e pode levar à retenção de líquido e prejudicar sua eliminação. Além disso, há mulheres que notam inchaço após iniciar a pílula, e isso pode refletir na balança”, destaca a Dra. Denise Gomes. Para a profissional, a melhor maneira de driblar o problema é trocar a pílula: “O ideal é buscar outra que ofereça menos riscos à saúde e amenize os efeitos colaterais. As novas pílulas disponíveis no mercado possuem uma dosagem menor de estrógeno, sendo que algumas possuem até mesmo hormônio diurético e não causam retenção hídrica”, afirma.

Estresse no dia a dia

“O estresse regular altera o metabolismo, deixando-o mais lento – o que dificulta o gasto energético. O nervosismo induz a pessoa a abusar na hora de se alimentar, uma medida para satisfazer a tensão”, diz a Dra. Denise. Neste caso, o recomendado é controlar as emoções, pois o estresse produz substâncias como cortisol, adrenalina e noradrenalina que influenciam no acúmulo de gordura corporal. “Procure mudar o seu estilo de vida e evite sofrer com situações que podem desencadear esse mal. Investir em atividades físicas também é ótima alternativa, pois os exercícios estimulam a liberação de substâncias que melhoram o humor e o bem-estar”, aconselha a especialista. 

 

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Reportagem: Camila Saipp

fertilidade e menopausa

A menopausa é considerada precoce quando acontece
antes dos 45 anos
Foto: Shutterstock 

Um estudo realizado pela Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, mostrou que a fertilidade de uma mulher esta relacionada ao período em que sua mãe entrou na menopausa. A pesquisa avaliou 527 mulheres com idades entre 20 e 40 anos e concluiu que aquelas cujas mães entraram no climatério precocemente (antes dos 45 anos) tinham menos óvulos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram a reserva ovariana das voluntárias. Os resultados mostraram que houve uma queda no nível de hormônio anti-mülerriano e na contagem de folículos antrais em mulheres cujas mães tiveram menopausa precoce. “O histórico familiar é sempre muito importante para avaliarmos o risco de alguma doença em qualquer pessoa, por isso é prudente as mulheres estarem atentas a sua reserva ovariana”, esclarece o Dr. Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra.

O especialista afirma ainda que a idade é o principal fator que pode comprometer a qualidade dos óvulos, mas a parte genética também tem grande peso. Por isso, se sua mãe entrou no climatério antes dos 45 anos, não se esqueça de realizar exames que definam o estado e o potencial dos seus ovários periodicamente, assim, quando você desejar engravidar, estará livre de sustos. “Estas informações ajudarão as mulheres a definirem melhor o seu futuro reprodutivo, como em que momento engravidar ou congelar os óvulos", conclui o Dr. Alfonso.

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

cuidados-saloes-de-beleza

É fundamental o uso de pincéis previamente higienizados com água e sabão neutro
Foto: Fausto Roim e Danilo Tanaka

O verão e as festas de fim de ano se aproximam, gerando um surpreendente aumento do fluxo de clientes nos salões de beleza. Em tempos como este, é fundamental que fique ainda mais atenta à higiene do estabelecimento, que deve seguir algumas regras que muitas vezes não são respeitadas. “Em qualquer salão de beleza deve existir a preocupação com a saúde do cliente e de seu funcionário, sendo favorável um ambiente claro e/ou bem iluminado, com ventilação adequada, piso de fácil limpeza e uso de luvas descartáveis em todos os procedimentos”, ressalta a Dra. Ana Célia Xavier, dermatologista do Hospital São Camilo (SP). Confira abaixo os principais cuidados que os salões de beleza devem ter não apenas nessa época, mas durante todo o ano:

Cuidados com materiais de aço inoxidável e lixas de unha

Segundo Fernanda Queiroz, proprietária do Studio Lorena (SP), os alicates e demais materiais de aço inoxidável devem ser lavados em água corrente com escova e sabão neutro. Feito isso, devem ser secos e colocados em envelopes próprios para esterilização em autoclave (equipamento que utiliza o calor úmido sob pressão sendo capaz, quando em perfeito funcionamento, de eliminar até os vírus e bactérias mais resistentes). Após o ciclo completo (aquecimento, esterilização e secagem) na autoclave, devem ser guardados em violação dos envelopes por até uma semana. “É fundamental que os funcionários do salão façam o controle periódico da autoclave a fim de garantir que a mesma esteja funcionando de maneira correta. Normalmente este controle é feito com kits chamados de incubadoras, que testam a capacidade da autoclave em eliminar vírus e bactérias. Caso sejam identificadas falhas no processo, o equipamento deve ser enviado para manutenção. A não esterilização destes itens pode colaborar para a transmissão de doenças como hepatite B e C e micoses”, alerta Fernanda.

Quanto às lixas de unha e espátulas, Paula Machado, proprietária do Espaço de Beleza Paula Machado Beauty (RJ), explica que a ANVISA determina que todos os instrumentos de madeira devem ser jogados fora após o uso individual: “Isso porque a madeira é porosa e não é possível ser esterilizada. O ideal é que a cliente tenha seu próprio kit”, orienta.

Fique atenta: “Antes de fazer as unhas, confira sempre se os alicates e espátulas estão em envelopes lacrados e são abertos na sua frente. Na lateral do envelope existe uma faixa rosa que fica cinza quando o alicate já passou pela autoclave”, sugere Fernanda.

Cuidados com a maquiagem

“A maquiadora deve ter especial atenção para o prazo de validade e o local de acondicionamento da maquiagem, que deve ser seco ao abrigo do sol. Com relação à higienização, o foco está nos pincéis. Nunca se devem usar os dedos ou mesmo encostar a maquiagem na cliente (o bastão do batom, por exemplo, nunca deve ser levado à boca), sendo fundamental o uso de pincéis previamente higienizados com água e sabão neutro”, afirma a proprietária do Studio Lorena. Para Paula Machado, uma opção mais segura é que a cliente use sua própria maquiagem: “A maquiagem pode transmitir micoses e também provocar alergias, pois são usadas em diversas pessoas, facilitando a passagem dos micro-organismos de uma pele para a outra”, conta. Para Cris Dios, proprietária do Salão Laces and Hair (SP), outros cuidados importantes são utilizar somente produtos dentro do prazo de validade e com o rótulo de identificação do fabricante (sempre seguindo as instruções deste), realizar teste de contato com os produtos utilizados, mantê-los em suas embalagens originais e perguntar ao cliente sobre a ocorrência de alergias.

Cuidados com pentes e escovas de cabelo

Cris Dios explica que, após cada uso de pentes e escovas de cabelo, o profissional deve remover os pelos e fios presos, lavar com água e sabão (formando uma espuma abundante) e enxaguar bem, deixar por 30 minutos de molho em solução de hipoclorito de sódio a 1%, lavar o recipiente de imersão com água, sabão e hipoclorito de sódio a 1% e, por último, guardar os itens em recipientes limpos. “Se não for limpo, com o tempo essa sujeira vai se acumulando e criando um ambiente propício para a propagação de caspas e doenças no couro cabeludo”, avisa.

Cuidados com a cera de depilação

A cera jamais deve ser reutilizada! “Além da falta de higiene, os fungos estão por toda a parte, por isso é preciso atenção para não criar condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Alguns salões usam a cera caseira de depilação feita com açúcar, mel e limão, que são agentes cheios de micro-organismos. A tínea inguinal é uma infecção na virilha e se manifesta por uma imensa coceira e manchas avermelhadas, úmidas ou descamativas, podendo se prolongar até o bumbum. Logo, é indicado se depilar com produtos industrializados e em salões conceituados que não reutilizem a cera de depilação”, acredita Paula Machado. A Dra. Ana Célia Xavier também ressalta a importância da manipulação da cera com espátulas descartáveis e sua temperatura adequada: “O produto não pode estar muito quente para não queimar ou criar manchas na pele”, informa.

Cuidados com as toalhas

As toalhas são de uso individual (troca realizada a cada cliente): “Devem ser lavadas com água e sabão com direito a 30 minutos de molho em solução de hipoclorito de sódio a 1%. Feito isso, deve-se secá-las, passá-las e embalá-las em um saco plástico, guardando-as em local limpo. A má higienização deste item pode causar doenças como impetigo, escabiose e pediculose”, conclui Fernanda Queiroz do Studio Lorena.

 

 

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Reportagem: Monique Zagari Garcia

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O salmão é rico em ômega-3, gordura que ajuda a manter a memória afiada
Foto: Shutterstock 

Esqueceu que hoje é o aniversário do bofe e não comprou presente? Não sabe onde está a chave do carro? “Hábitos inadequados de vida podem gerar problemas na memória, como fazer várias coisas ao mesmo tempo, dormir pouco e exagerar no uso de agendas e lembretes”, explica o neurologista Dr. Leandro Teles (SP). Para o médico, o uso de alguns medicamentos (para dormir, contra tonturas e alérgicos, principalmente), doenças neurológicas (como Alzheimer) e doenças clínicas (ansiedade, depressão, carência de vitaminas do complexo B e disfunção da tireoide) também interferem na memorização.

Afinal, como exercitar o mecanismo? “A memória melhora comprovadamente na medida em que o indivíduo passa a investir em sua qualidade de vida, o que inclui a autoestima, controle de doenças crônicas, atividade física regular e práticas meditativas, alimentação saudável, boa qualidade de sono, combate ao tabagismo e altos níveis de atividade cognitiva e interação social. Em um organismo equilibrado, a fuga da rotina e as práticas físicas, intelectuais e musicais estimulam a formação e recrutamento de circuitos neuronais, aumentando assim a capacidade de associação de ideias e o alcance das informações armazenadas nas diversas áreas cerebrais”, esclarece o Dr. Antonio Beuttenmuller Gonçalves Silva, neurologista do Hospital São Camilo (SP).

Para manter a memória em dia, é fundamental que o cérebro esteja sempre ativo, e para tal, existem atitudes simples que podem colaborar para seu melhor funcionamento: “Aprenda sempre coisas novas, fale sobre temas diferentes, conheça lugares e pessoas – tire o cérebro da zona de conforto e busque novos meios de fazer coisas rotineiras. Para memorizar melhor, é importante destacar as coisas mais relevantes do estímulo e tentar fazer associações mentais, usando aspectos já memorizados para associar com novos conceitos, números ou imagens”, recomenda o Dr. Leandro.

Segundo o especialista, os exercícios físicos podem ajudar na preservação da memória de forma indireta, porém intensa: “Vários estudos correlacionam os exercícios físicos (principalmente os aeróbicos) com melhores resultados na prevenção e no controle dos sintomas iniciais da doença de Alzheimer. Quem se exercita regularmente dorme melhor, reduz a ansiedade e descansa um pouco o cérebro das atividades intelectuais intensas. A atividade controla o peso e protege contra a hipertensão, diabetes e transtornos do colesterol que geram cicatrizes cerebrais ao longo do tempo. O melhor exercício é aquele que a pessoa faz com prazer e consegue manter com regularidade em longo prazo”, afirma.

Os hábitos alimentares ao longo da vida também contribuem para a manutenção da boa memória. O Dr. Leandro conta que devemos sempre priorizar os alimentos ricos em nutrientes e pobres em gorduras, açúcares e calorias. “A alimentação desregrada pode levar a lesões cerebrais e é um fator de risco bem conhecido para doenças degenerativas, como o Alzheimer”, avisa. É importante consumir frutas, verduras, legumes e gordura de origem vegetal sem exagero. Fontes de ômega-3 como salmão, atum e outros peixes de águas frias e alimentos ricos em vitamina B1, B3 e B12 também são recomendados. “Todos os alimentos industrializados, muito calóricos, ricos em gorduras de origem animal com excesso de sal e de baixo valor nutricional devem ser evitados. Estes aumentam os fatores de riscos cardiovasculares, ligados diretamente ao prejuízo do desempenho cognitivo global a longo prazo”, conclui o Dr. Antonio.

 

 

 

 

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