De teatro a sonhos, apresentamos as principais vertentes da terapia para você descobrir qual se adéqua melhor a você

Texto Bárbara Rossi | Adaptação Ana Araujo

Conheça as principais vertentes da terapia

Cena do filme "Um Método Perigoso" (2012), que relata o nascimento da psicanálise

Foto: Divulgação

Conheça as principais linhas de pensamento que dividem a terapia tradicional e descubra qual melhor se adéqua a sua personalidade, disposição e rotina:

Psicanálise

O método, criado por Freud, investiga os processos mentais por meio de relatos. No consultório, você fala sobre suas experiências, sonhos e vontades, enquanto o terapeuta busca entender a origem dos transtornos no seu inconsciente. As consultas duram cerca de 50 minutos e podem ser feitas até cinco vezes por semana. O processo terapêutico pode se estender por anos.

Terapia Junguiana

Trabalhar com o inconsciente também é o principal meio da linha terapêutica, conhecida como psicologia analítica. Nela, o terapeuta analisa os sentimentos e desejos mais profundos do indivíduo, buscando libertá-los. Além da conversa, são usados no método pintura, hipnose, diário de sonhos e sandplay, em que você usa objetos para criar cenários em uma caixa de areia. As sessões semanais também duram 50 minutos.

Terapia lacaniana

Assim como a psicanálise e a psicologia analítica, utiliza o inconsciente para identificar os seus problemas. A diferença é que a divisão dos encontros é feita por três momentos: o Instante de Olhar, onde o terapeuta faz as entrevistas, o Momento de Compreender, onde ele passa a entender os seus relatos, e o Momento de Conclusão, que encerra a terapia.

Terapia gestald

Tem como objetivo restaurar o seu contato consigo mesma e com o mundo ao seu redor. Ela tem uma abordagem mais humanista e pessoal, em que o terapeuta estabelece uma relação mais profunda com você. As atividades trazem os sentimentos para o presente, seja falando sobre uma relação ou pessoa específicos ou representando uma conversa ou ação. Os encontros duram cerca de 50 minutos e normalmente acontecem duas vezes por semana.

Terapia cognitiva-condutal

O foco desse tipo de terapia não é o autoconhecimento e, sim, o combate a problemas específicos que a incomodam – timidez, dependência química, crises de ansiedade e até problemas de relacionamento ou familiares. O método é mais prático e estimula você a chegar a soluções. Além das conversas tradicionais e de exercícios de relaxamento e respiração, você é convidada a adicionar exercícios específicos no seu dia a dia. O tratamento é estruturado para durar, em média, 20 sessões.

Psicodrama

Inspirado no teatro, o método usa a teoria de papéis e da dramatização para recriar situações e conseguir entender a si mesma e ao outro. O terapeuta age como diretor criando conflitos. Você deve, por sua vez, assumir papéis diferentes para entender o comportamento assumido e pensar em resoluções criativas. A terapia é normalmente feita em grupo e o tempo de duração é variável. 

Revista Corpo a Corpo | Ed. 320