Reportagem: Camila Saipp

pilula anticoncepcional

As pílulas orais, apesar de ainda serem as mais utilizadas, já estão
ganhando concorrentes de peso
Foto: SXC 

Regular a menstruação, prevenir a gravidez, amenizar os sintomas da TPM e até controlar a acne: seja qual for o motivo, é cada vez mais comum o uso dos anticoncepcionais pelas mulheres de todo o mundo, já que, sua função é a de suspender a ovulação e, consequentemente, impedir a gestação e uma série de outros problemas.

Mas apesar de o método oral ainda ser o mais utilizado, hoje em dia já existem diversas outras opções de anticoncepcionais no mercado, que contêm compostos diferentes, mas continuam com a mesma finalidade. Pensando nisso, a Corpo a Corpo entrevistou a Dra. Viviane Monteiro, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, que esclareceu, de uma vez por todas, como funciona cada um.

Pílulas orais
São apenas de progesterona ou combinadas com estrogênio, sendo que as mais modernas têm dosagem de estrogênio abaixo de 35mg. A utilização é diária com pausa para a menstruação. Ajuda no controle da menstruação e diminuição das cólicas. Age interrompendo a ovulação, o que previne o risco de gravidez.

Adesivo
Feito com estrogênio sintético e progesterona. Pode ser aplicado na região posterior do ombro, virilha ou na parte superior da nádega. É retirado a cada sete dias, durante três semanas, com uma semana de pausa para a menstruação.

Anel Vaginal
Feito com estrogênio sintético e progesterona. É inserido pela própria mulher e permanece por 21 dias com interrupção de uma semana para menstruar. O anel não sai e não é sentido durante a relação sexual.

Injetáveis
Necessitam de prescrição médica e possuem estrogênio associado à progesterona, ou só progesterona. A injeção intramuscular é feita a cada 30 dias ou trimestralmente dependendo de qual método foi prescrito.

Implante subcutâneo
Possui progesterona ou estrogênio associado à progesterona nas formas manipuladas. O bastonete plástico de 3 cm é aplicado por injeção no braço e permanece ali por três anos. Inibe a menstruação completamente e tem efeito de longa duração.

Vale lembrar que a eficácia de todos esses métodos é de 99,9%, quando o tratamento é feito adequadamente. Além disso, o tipo de anticoncepcional a ser utilizado varia de paciente para paciente. “A eficácia e as contra indicações variam para cada tratamento, de acordo com o organismo do paciente. Em cada caso, é necessária uma boa avaliação médica antes de receitar o medicamento”, ressalta a Dra. Christiane Curci Régis (SP), ginecologista e obstetra.