Além do anticoncepcional existem outros métodos contraceptivos. Confira dicas de especialista

Texto: Evelyn Cristine | Adaptação: Nathália Henrique

Conheça os tipos de contraceptivos

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Hoje o mercado oferece diversos métodos entre eles: a pílula anticoncepcional, adesivos contraceptivos, preservativos, anel contraceptivo, diafragma, DIU (Dispositivo Intrauterino), espermicida, implante, injeção contraceptiva ou cirurgias de laqueadura.

Uma pesquisa feita por estudiosos da Washington University School of Medicine, em Saint Louis, EUA e publicado no periódico New Ingland Journal of Medicine, apontou que as mulheres que usam métodos como anel, adesivos e pílula apresentam 20 vezes mais chances de engravidar do que aquelas que utilizam o DIU ou implantes. “O DIU e o implantes tem índices de falha muito pequeno comparando com outros métodos. A pílula, por exemplo, esquecer-se de tomar um comprimido aumenta a possibilidade de uma gestação indesejada", alerta a Dra. ginecologista e obstetra pós–graduada em Sexologia pela USP. 

A boa notícia é que para as ‘esquecidas’ existem outros métodos contraceptivos a longo prazo e que garantem uma eficácia maior, entre eles estão o DIU e os implantes.

1. DIU de cobre ou medicado

O DIU de cobre tem duração por até 10 anos, já o medicado por permanecer no corpo da mulher por cerca de cinco anos. “Geralmente, o DIU é instalado na cavidade uterina para dificultar a passagem do espermatozoide, além disso, ele impede a migração do óvulo pela tuba uterina”, ressalta a ginecologista. O DIU deve ser colocado dentro da vagina por um ginecologista. Depois de garantir que ele está na cavidade uterina que a mulher está protegida. “O DIU pode ser indicado para mulheres que já tiveram filhos, pois o útero é maior e facilita a entrada do dispositivo. No entanto, as mulheres que ainda não tem filhos também podem fazer o uso do método”, esclarece a Dra. Erica Mantelli. A sua principal vantagem é que não diminui o prazer e não ocasiona os efeitos colaterais dos hormônios. Com esse tipo de DIU sem hormônio a mulher irá menstruar regularmente, porém em alguns casos, há aumento do fluxo de sangue. Sua duração pode chegar a 10 anos.

2. DIU que contém hormônio progesterona

Com esse, a maioria das mulheres param de menstruar. Esse tipo tem validade de 5 anos e a vantagem é que é um método ótimo para controlar TPM e endometriose. Já o implante, é um pequeno bastonete que é inserido embaixo da pele, geralmente no braço. O implante contém o hormônio progestágeno que é liberado em pequenas doses no organismo fazendo com que a mulher pare de ovular aumentando a viscosidade do muco cervical inibindo a entrada dos espermatozoides. “O implante é indicado para mulheres que são indisciplinadas ou não podem usar substâncias que contenham o estrógeno”, frisa a especialista. A sua vantagem é que tem validade de três anos e reduz a tensão pré-menstrual.

Esse método pode causar em algumas mulheres dor nas mamas, tonturas, náuseas e diminuição da libido. Se você ficou interessada em alguns dos métodos, consulte seu ginecologista para que ele avalie o seu caso e indique o melhor contraceptivo.