Você sofre com o excesso de transpiração? Este é um problema que já possui diferentes tratamentos eficazes. Saiba mais sobre cada um deles!

Por Letícia Ronche | Foto Shutterstock | Adaptação Ana Paula Ferreira

hiperidrose pode ter impacto negativo na vida profissional

e emocional de quem sofre com o problema

Foto Shutterstock

O suor é um fator essencial para nosso organismo, já que sua função é controlar a temperatura do corpo. Contudo, de acordo com Valéria Campos, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), de Jundiaí (SP), quem sofre de hiperidrose sente um impacto negativo na vida profissional e emocional.

Abaixo, listamos algumas formas de tratamento para o excesso de transpiração e os benefícios de cada uma delas. Confira:

Antitranspirantes

Funcionam em casos brandos. Os antiperspirantes contêm sais de metais, quando usados em maior quantidade, devem ser receitados pelo dermatologista, para evitar irritações.

Medicação

Apesar de pouco ministrados, os anticolinérgicos agem inibindo os neurotransmissores que estimulam as glândulas sudoríparas. Quando o problema tem origem emocional, propranolol e ansiolíticos podem aliviar os sintomas.

Iontoforese

Indicado para mãos e pés. Leva ao bloqueio temporário das glândulas produtoras de suor por meio de uma leve descarga elétrica emitida dentro de um recipiente com água. A taxa de sucesso é de 85%.

Toxina botulínica

Age no bloqueio dos neurônios que estimulam a produção de suor nas mãos, nos pés, nas axilas e na face; e tem alto índice de sucesso, com efeitos que duram várias semanas. Há o risco de fraqueza muscular.

Micro-ondas

Indicado para axilas, é uma tecnologia que aplica ondas de infravermelho e de rádio na camada de pele em que estão as glândulas responsáveis pelo suor e, por sua atuação sobre a água, é capaz de “cozinhar” essa estrutura.  É realizado rapidamente, em ambulatório e com anestesia local.

Cirurgia

Duas opções são indicadas quando outros tratamentos falham. Uma delas é a curetagem ou lipoaspiração da axila, que removem as glândulas sudoríparas. A outra é a simpatectomia torácica endoscópica (STE), que envolve a remoção dos nervos da medula espinhal ao nível do tórax, responsáveis pela inervação das glândulas sudoríparas das axilas, das mãos e da face. Esta segunda deve ser usada em casos severos, por ser muito complexa. Apesar do sucesso ser praticamente garantido, a STE apresenta sudorese compensatória,  suor intenso e excessivo que ocorre em outras áreas do corpo como costas, abdome e pernas.

Quer saber mais sobre saúde? Então, corra para as bancas ou garanta a sua Corpo a Corpo aqui