O momento é de comemorações. Porém, reuniões e festas pedem drinques e bebidas que nem sempre caem bem, na maioria das vezes, pelo exagero. E o resultado é uma dor de cabeça daquelas! Entenda o que o álcool faz no seu organismo e como é possível reduzir pelo menos um pouco do estrago

Por Ivonete Lucirio | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



Na hora da festa, tudo é uma delícia. Mas o dia seguinte desses eventos sociais raramente é divertido e o corpo sofre com as consequências fisiológicas dos brindes infindáveis. “O etanol, molécula do álcool, é muito tóxico, principalmente para o cérebro e o aparelho digestório”, conta Sérgio Barrichello, clínico geral da clínica Healthme, de São Paulo (SP). Depois de ingerida, a bebida passa do estômago e do intestino para o sangue. De lá, segue como se fosse um tsunami, estragando o que estiver pela frente. Quando alcança o fígado, é transformada em acetaldeído, substância ainda mais tóxica. “A exposição prolongada das células do corpo a ela provoca uma série de inflamações no organismo”, completa o médico.

Sem exageros 

Claro, não é preciso levar uma vida de abstinência. Um pouquinho de bebida alcoólica é gostoso, relaxa e pesquisas indicam que faz bem à saúde. Como sempre, o veneno está na dosagem: o tamanho da ressaca é diretamente proporcional à quantidade de álcool consumida. É que a absorção do álcool pelos intestinos é muito mais rápida do que a capacidade do fígado de processá-lo. O órgão só consegue dar conta de 10 g da substância por hora, o que equivale a menos de uma latinha de cerveja de 300 ml. “Se tomarmos cinco latas, o organismo vai levar cerca de seis horas para eliminar todas as toxinas”, quantifica Sérgio Barrichello.

Há ainda outros dois fatores capazes de intensificar a sensação de mal-estar. O primeiro deles é o sono: quanto menos a pessoa dormir depois de beber, pior vai se sentir no dia seguinte. E o segundo é a qualidade da bebida, principalmente dos destilados. As classificadas como ruins contêm substâncias mais tóxicas que o próprio etanol. Então, o fígado se sobrecarrega de tal forma que aumenta a intensidade e o tempo dos sintomas. E a situação pode ser muito pior se você não estiver preparada. “Ingira alimentos ricos em proteínas e carboidratos, que diminuem a velocidade de absorção do álcool. Faça um lanche antes de sair e belisque algo durante a noite”, ensina Sérgio Barrichello. Alternar cada dose com um copo de água é outra boa ideia.  

Ajuda extra

Não há remédio que cure a ressaca propriamente dita, mas alguns aliviam os tão temidos sintomas: 

Antiácidos: o álcool ataca o estômago, levando à produção excessiva de ácidos. Daí a azia e a dor, que podem ser combatidas com essa opção.

Analgésicos: a inflamação geral à qual o organismo está submetido provoca dores no corpo e, principalmente, na cabeça. As fórmulas desses medicamentos são altamente eficazes contra o incômodo por reduzirem o latejamento.

Antieméticos: assim como a acidez, o enjoo é outra consequência da bebedeira.  Um remédio que diminua o vômito é importante também para evitar que a falta de água no corpo se intensifique.

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