Quando sua produção está regular, as rugas agradecem. Mas seus benefícios vão muito além da estética da pele. Essa proteína tem papel importante para diversos mecanismos do organismo, especialmente os que envolvem músculos e cartilagens. Entenda esse processo e saiba como manter essa engrenagem funcionando

Texto Romulo Osthues | Edição Isabela Leal |Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira



No universo feminino, quando se fala em colágeno a primeira coisa que vem à cabeça é a sua relação coma beleza. Mas essa substância é relevante para o organismo como um todo, compondo músculos, ossos, cartilagens, vasos sanguíneos e outros tecidos. O colágeno é uma proteína estrutural básica encontrada na matriz extracelular (a massa ao redor das células que as une entre si) e nos tecidos conectivos (como a cartilagem das articulações), representando cerca de 30% do total de proteínas no corpo humano. A função principal dele é dar força, rigidez e flexibilidade aos ossos, aos dentes, aos ligamentos, às membranas e à pele — além de “segurar” a água que circula pelo corpo. Os cuidados com sua reposição são providenciais e vão além do quesito estético.

“O colágeno talvez seja um dos pilares da construção de uma estrutura orgânica perfeita”, fala Daniel Magnoni, nutrólogo do Hospital do Coração, de São Paulo (SP). Sua indicação é manter uma alimentação rica em proteínas e aminoácidos, importantes grupos alimentares que fornecem ao corpo as matérias-primas de fabricação ideais do colágeno. 

Não há exames que meçam sua quantidade normal, nem sugestão de consumo. O que se sabe é que, com o passar dos anos, a sua qualidadeé prejudicada, e a idade é um dos fatores relacionados, além do sobrepeso, do sedentarismo e de maus hábitos de vida (tabagismo, exposição prolongada ao sol etc.).

Como ela é fabricada

O colágeno é feito de pequenas estruturas chamadas aminoácidos — imagine-os como “tijolos” — provenientes da quebra de proteínas durante a digestão. “Todas as proteínas em nosso corpo são constituídas por aminoácidos obtidos na dieta, e eles utilizam enzimas para construí-las por meio de reações químicas complexas. Há um sistema de regulagem que indica às enzimas se precisam ou não trabalhar para atingir a quantidade ideal de seu produto final”, explica Suzy Rabello, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de São Paulo (SP). O organismo só fabrica o necessário dessas peças para constituir os “muros” de proteínas que estão espalhados pelo nosso corpo, incluindo o colágeno.

“A ingestão natural ou suplementada, no entanto, não garante que o corpo produza mais dessa proteína estrutural”, alerta Juliana de Oliveira, nutricionista, de São Paulo (SP). Isso porque, tratando-se de uma proteína, o colágeno é “quebrado” quando digerido e os aminoácidos resultantes são utilizados pelo organismo para sintetizar novas proteínas de que precisamos naquele momento — dos mais variados tipos, uma vez que esses tijolos são comuns a muitas delas.  Para a especialista, a melhor maneira de suplementação é com colágeno hidrolisado.

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