Nem 8 nem 80: enquanto viver explodindo de raiva pode indicar problemas psiquiátricos, engolir muito sapo pode até causar depressão. Entenda

Texto Vand Vieira | Adaptação Ana Araujo

Raiva excessiva pode indicar problemas psiquiátricos

Raiva excessiva pode indicar problemas psiquiátricos

Foto: Shutterstock

Ter um ataque de raiva é questão de tempo quando acumulamos sentimentos negativos só para não desagradar alguém. E ela não tem hora para acontecer. Pode ser após uma fechada no trânsito, na interminável fila do banco ou depois de ser transferida pela décima oitava vez pelo atendente do serviço de atendimento ao consumidor. Lá está você esbravejando e soltando palavrões – de novo. “A raiva é um sentimento comum em situações de frustração, conflito, perda, injustiça e humilhação. Porém, quando frequente e intensa, pode indicar algum tipo de problema psiquiátrico, que pode ser tratado com atividade física, terapia ou medicamentos, de acordo com a gravidade do caso”, diz Daniel Filho, psiquiatra do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A saúde, claro, é a mais prejudicada nessa história. “Os ataques de fúrias constantes geram estresse crônico, o que deixa o organismo em estado permanente de tensão e desregula os níveis de hormônios e de neurotransmissores importantes para o bem-estar. Com isso, o sistema imune acaba sendo afetado”, afirma Sônia Brucki, membro da Academia Brasileira de Neurologia, de São Paulo.

O que poucos sabem é que, segundo um estudo divulgado no Journal of Abnormal Psychology, ficar engolindo sapo é tão ruim quanto armar o maior barraco. “A apatia impede que você se imponha quando necessário e a torna uma pessoa submissa, além de contribuir para quadros de depressão e ansiedade”, explica o psicólogo Yuri Busin, de São Paulo. O aconselhável, portanto, é encontrar o meio termo entre o furor e a indiferença.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 330

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