O excesso de transpiração é um problema comum que já possui diferentes tratamentos eficazes. Saiba mais!

Por Letícia Ronche | Foto Shutterstock | Adaptação Ana Paula Ferreira

A hiperidrose pode ter causas de origem emocional, genética,

hormonal e até por aumento de peso / Foto Shutterstock

Por mais que seja um incômodo, o suor é essencial, pois sua função é controlar a temperatura do corpo. “Apesar disso, quem sofre de hiperidrose sente um impacto negativo na vida profissional e emocional”, conta Valéria Campos, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), de Jundiaí (SP). Ela acrescenta que esse incômodo pode se manifestar em qualquer fase da vida. Karla Assed, dermatologista e membro da Academia Americana de Dermatologia (AAD), do Rio de Janeiro (RJ), traduz a hiperidrose como uma transpiração anormalmente aumentada que pode acometer o corpo todo ou áreas específicas. 

Diversos fatores envolvidos 

As causas podem ter origem emocional, genética, hormonal e até o aumento de peso pode influir. “A paciente costuma reclamar que quando passa por estresse, há piora do quadro. No verão intenso, causa desconforto e constrangimento, já que além do suor, a pessoa ainda exala odor”, diz Silvia de Mello, dermatologista,  do Rio de Janeiro (RJ). Valéria explica que a hiperidrose pode ser primária, sem uma causa aparente – também chamada de essencial –, ou secundária, quando é decorrente de outras doenças, como hipertireoidismo e diabetes.

Valéria revela que não há prevenção eficiente. “O que pode ser feito é usar técnicas para melhorar o estresse e, se possível, evitar lugares mais quentes. Mas muitos pacientes transpiram sempre, sem que haja fator desencadeante”, fala a médica. 

E se você pensa que a única ação da hiperidrose é o suor excessivo e o constrangimento, saiba que essa condição também favorece o aparecimento de algumas doenças de pele, “como eczemas, verrugas, infecção por fungos nas unhas e entre os dedos (pé de atleta), foliculite e odor desagradável”, diz Valéria Campos.

Saiba como identificar

O médico deve avaliar a hipótese de hiperidrose causada por outra doença. Usam-se os critérios a seguir para a palavra final:

- Início do quadro antes dos 25 anos de idade.
- Impacto negativo nas ações das atividades diárias comuns.
- Quando é bilateral e simétrica, ou seja, acomete ambas as mãos, ambos os pés ou ambas as axilas.
- Se ocorrer pelo menos uma vez por semana.
- Histórico familiar.
- Sudorese focal (em um só ponto) durante o sono.

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