Saiba quais são as vantagens e os cuidados de cada tipo de anticoncepcional para interromper a menstruação e escolha o melhor método para você

Texto Caroline Randmer | Adaptação Rebecca Nogueira Cesar

anticoncepcional

É preciso ter o auxilio de um profissional para interromper 

a menstruação

Foto: shutterstock

Explicamos tudo o que você precisa saber sobre os anticoncepcionais

Pílula é o método mais popular e barato que temos no mercado, mas ainda assim é preciso que seu uso seja supervisionado por um profissional. Para suspender a menstruação com ele você precisa alterar as cargas hormonais e emendar uma cartela na outra. Entre seus principais efeitos colaterais podemos listar a retenção de líquido, o aumento de peso, o aparecimento de espinhas e a diminuição da libido. A boa notícia é que hoje já temos vários tipos disponíveis. Se algum desses efeitos a incomodar, converse com seu médico e substitua-a por outra. Não é recomendada para pessoas com doenças cardiovasculares, problemas de coagulação e hipertensas.

Anel vaginal deve ser inserido apenas uma vez por mês e dura 21 dias, tornando o processo bastante prático para mulheres que não conseguem manter o ritmo de uso diário da pílula. Você pode usar até três anéis consecutivos, o que resulta em um período de 60 dias sem menstruar. Outra vantagem é que ele mantém sua eficácia total mesmo em caso de vômitos e diarreias, diferentemente da pílula. Não deve ser utilizado por quem apresenta doenças hepáticas, câncer de mama ou do aparelho reprodutor, histórico de ataque cardíaco ou trombose.

Implante subcutâneo é aplicado no antebraço, próximo ao cotovelo, e libera hormônios continuamente durante três anos, mas pode acontecer de sangrar um pouco durante os meses. Não é indicado para quem fuma ou apresenta problemas de coagulação.

Adesivo funciona como a pílula tradicional, mas, no caso, os hormônios são absorvidos pela pele. Basta grudá-lo toda semana no braço, nas costas, no abdome ou no bumbum e pronto. O método não é feito com o objetivo de evitar a menstruação. É possível fazer o uso consecutivo durante o mês todo, mas isso não garante a eficácia, pode haver sangramento de escape. Entre seus principais efeitos colaterais estão irritação na pele, retenção de líquidos, elevação da pressão arterial, náuseas, cólicas, nervosismo, alteração do apetite e tontura.

Injeção as picadas, que podem ser mensais ou trimestrais, estimulam a produção de estrógeno, progesterona e testosterona e regulam ou brecam o ciclo menstrual — 60% das mulheres que optam pelo método se veem livres da menstruação. São frequentemente usadas no tratamento de miomas, cistos de ovário e endometriose. A maior queixa das mulheres é o aumento de peso, causado pela retenção hídrica.

DIU o dispositivo intrauterino libera doses de hormônios durante cinco anos e, na maioria das vezes, interrompe o fluxo. Mas ainda há risco de ocorrer sangramentos irregulares. Após esse período, deve ser trocado, mas não antes da realização de alguns exames, a fim de garantir que o corpo está funcionando direitinho. O método não é indicado para mulheres com infecções uterinas, pois pode agravar o quadro.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 297