Será que os aparelhos hiper modernos vão superar a drenagem linfática manual? Alguns defendem que não. Veja o que dizem os especialistas!

Drenagem linfática

Os aparelhos não substituem a drenagem linfática manual,
mas dão uma boa enxugada nas medidas
Foto: Danilo Borges

Em muitas clínicas, aparelhos modernérrimos substituem o trabalho manual de drenagem linfática. Apesar da tecnologia empregada, nem sempre eles são capazes de superar o contato humano.

“Não há aparelho capaz de substituir adequadamente a ação manual. A drenagem linfática eficaz deve estimular e redirecionar o líquido estagnado através de capilares, vasos e gânglios linfáticos. A pressão deve ser alternada, rítmica, e a sensibilidade manual de quem executa é fundamental, além de seu conhecimento sobre a anatomia e o funcionamento orgânico. Qualquer aparelho, por mais sofisticado que seja, não possui essas qualidades”, defende Marcia Colliri Camargo, fisioterapeuta, analista bioenergética e precursora da drenagem linfática no Brasil (SP).

Orlando Sanches, diretor técnico da clínica PósOp – Sistema de Pós-Operatório Especializado (SP), concorda: “Nenhum equipamento consegue substituir o toque humano. Principalmente pela necessidade absoluta do tato durante a realização da massagem.” De acordo com ele, alguns angiologistas sugerem o uso de aparelhos baseados em botas pneumáticas, porém esses equipamentos conseguem muito mais realizar um efeito vascular venoso do que uma drenagem.

Existem também aparelhos que poderiam ser utilizados como auxiliares e/ou complementares, como os que realizam massagem orbital (por exemplo, o Sculptor). Porém, o mais indicado, mesmo, são os lasers de baixa potência, pois são equipamentos com diversos trabalhos científicos publicados, respaldando sua função drenante. E como são lasers “frios”, não causam dor ou desconforto.