Apesar da dor, do desconforto e do incômodo, alguns procedimentos estéticos são exaustivamente procurados por uma legião de mulheres. A seguir, saiba quais são os campeões no quesito dor – e como é possível amenizá-la

Por Carol Salles | Foto Shutterstock | Adaptação Ana Paula Ferreira

É comum sentir dor ao aplicar toxina botulínica em áreas

com pouca gordura e próximas a ossos / Foto Shutterstock

A maioria das mulheres que se submete a tratamentos dermatológicos doloridos comprova, literalmente na própria pele, os resultados. E eles são incríveis. É por isso que, apesar de todo o incômodo, e muitas vezes de uma dor insuportável, que lasers, preenchimentos e afins continuam a ser os campeões de desejo nos consultórios. Para minimizar a dor, não tem muito segredo: é preciso usar anestesia, em diferentes tipos e graus. Os procedimentos menos doloridos, como a toxina botulínica, geralmente requerem apenas uma pomada anestésica local. Mas certos tipos de lasers, por exemplo, exigem até a combinação de mais de um método. Os mais comuns, além da pomada, são a anestesia sublingual, o bloqueio anestésico (anestesia local), resfriadores (aparelhos que emitem um vento gelado que ajuda a amortecer) e até o bom e velho gelo. Uma conversa com a paciente também pode ajudar. “Não saber o que vai acontecer deixa a paciente vulnerável. Ela se sente despreparada. Então, acho fundamental conversar e explicar cada etapa do tratamento”, diz Flavia Ravelli, dermatologista, de São Paulo (SP). “A maioria prefere que o procedimento seja feito de uma vez só, para acabar logo a tortura. Mas há quem peça para ir devagar, e entre as aplicações colocar gelo ou vento. É importante respeitar o tempo de cada pessoa”, completa. E não é impressão: a dor é maior no período pré-menstrual. Infelizmente, não há uma fórmula mágica para esse período. A solução é deixar o anestésico agir por mais tempo, caprichar no vento gelado e nas compressas de gelo, além de conversar com a paciente para certificar-se de que está se sentindo bem. Veja a seguir os procedimentos que mais costumam causar dor.

Microagulhamento

Trata-se de um rolo manual, o roller, do qual saem várias agulhas pequenas (de 0,5 a 2 mm). Passado sobre a região a ser tratada, causa microlesões que obrigam a pele a se regenerar. O tratamento é indicado para flacidez, estrias, rugas finas, cicatrizes de acne, entre outros. Pomada ou bloqueio anestésico (anestesia local) são obrigatórios. Depois do procedimento, a pele fica avermelhada e inchada, mas o efeito desaparece cerca de 24 horas depois.  Os resultados aparecem depois de dez a 15 dias, e o ideal é fazer, pelo menos, de três a quatro sessões com intervalos de 30 dias entre elas.

“A médica aplicou uma pomada anestésica, mas, quando começou a passar o rolo, eu tinha a impressão de que ela não havia colocado nada, porque a dor foi absurda. Eu queria sair correndo. Depois, o rosto fica vermelho, inchado. Quando comecei a ver o resultado, no entanto, tudo valeu a pena. Foi tão bom que eu penso em fazer de novo, a pele melhora muito”, Alessandra Okada, 48 anos, instrutora de zumba e comerciante.

Carboxiterapia

São injeções de gás carbônico na segunda camada da pele (derme). O gás distende a pele e, com isso, ela sofre reações que aumentam a produção de colágeno. O tratamento serve para amenizar flacidez, estrias, cicatrizes de acne e rugas finas. Para suavizar a dor, alguns equipamentos permitem que o gás seja injetado aos poucos, de modo mais lento ou, ainda, aquecido (que dói menos). Depois da sessão, podem aparecer pequenos hematomas, que desaparecem em alguns dias. São necessárias, em média, de cinco a dez sessões, uma a duas vezes por semana.

“Depois do nascimento da minha filha, fiquei com muita estria na barriga, então resolvi fazer a carboxi para amenizar. A agulha é bem fininha, então não senti dor na picada, mas, sim, na hora em que o gás entrava. É um ardido, como se colocassem pimenta em uma mucosa. A vantagem é que, na hora que acabava a sessão, não sentia mais nenhuma dor. Então, hoje, quando lembro, acho que foi tranquilo, e se precisasse faria de novo. As estrias não sumiram totalmente, mas ficaram mais discretas, fiquei muito satisfeita”, Carolina Zia, 35 anos, fotógrafa.

Toxina Botulínica

Popularmente chamada de Botox, trata-se de um líquido que paralisa a musculatura da região onde é aplicada, amenizando sulcos faciais e rugas de expressão, entre outras finalidades. Sua aplicação é feita com uma agulha fininha e curta. E nem todo mundo sente dor. Por isso, a pomada anestésica é opcional. No entanto, em áreas com pouca gordura e próximas a ossos, como a testa, é comum sentir, sim, incômodo. Depois da aplicação, a recomendação é ficar por, pelo menos, quatro horas sem deitar, abaixar a cabeça ou massagear o local, já que a toxina pode se deslocar. Podem surgir pequenas elevações na pele e roxinhos. O efeito máximo é visível após 15 dias, e dura de três a seis meses.

“Já fiz seis aplicações da toxina, com e sem anestesia, e sempre senti bastante dor na testa. Se fosse classificar, numa escala de 0 a 10, seria nível 7. É como se alguém estivesse batendo um preguinho. Eu costumo franzir muito a testa, tinha uma ruga bem no meio, vertical, e pés de galinha ao redor dos olhos. Sumiu tudo. Faço uma vez por ano, vou fazer sempre e assumir a dor, porque o resultado é visível”, Jaqueline Moraes, 38 anos, analista parlamentar.

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