É normal ter pintas espalhadas pelo corpo, mas é preciso estar atenta à possíveis mudanças em sua aparência, que muitas vezes podem resultar em câncer de pele

Reportagem: Monique Zagari Garcia

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É fundamental examinar as pintas e acompanhar evoluções para observar se houve 

alterações de tamanho, consistência e/ou coloração
Foto: Danilo Borges 

Pinta é o nome vulgar para o nevo melanocítico, que é uma mancha pigmentada com coloração variada da cor da pele ao preto. “As pintas podem ser congênitas (presentes desde o nascimento) ou adquiridas, pequenas ou grandes, planas ou elevadas, conter pelos e aparecer em qualquer lugar”, explica a Dra. Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (RJ).

Sim, ter pintas espalhadas pelo corpo é comum! De acordo com o dermatologista Dr. Fernando Passos, a maioria dos nevos é benigna. No entanto, isso não é uma regra e alguns podem se transformar em câncer de pele. “Por isso, é fundamental examinar as pintas e acompanhar evoluções para observar se houve alterações de tamanho, consistência e/ou coloração. Além disso, o conceito de que toda pinta de nascença é benigna, nem sempre procede. Em geral, toda pinta pode se transformar em câncer de pele, embora isso não seja o mais comum. Por isso, a fim de preservar a saúde do paciente, existem casos em que a retirada é indicada pelo dermatologista”, esclarece o médico.

Mas atenção: “A remoção das pintas só deve ser feita se houver algum risco à saúde. Em indicações puramente estéticas, nem sempre vale a pena trocar um sinal por uma cicatriz”, aconselha o especialista. Segundo a Dra. Karla, devemos remover uma pinta quando ela começa a apresentar algumas alterações baseadas na regra do ABCD: “Assimetria (começam a ficar irregulares), bordas (ficam irregulares, possui limites imprecisos, contornos irregulares), coloração (era uniforme e passa a ter várias cores) e diâmetro (começa a crescer). Outros sintomas de alerta são prurido, sangramento e ardência”.

O médico avalia a necessidade de remoção da pinta com o auxílio de um dermatoscópio digital, aparelho que conta com um sistema óptico capaz de ampliar as estruturas presentes na pele em até 200 vezes, permitindo a visualização de elementos não visíveis a olho nu. “A remoção é realizada com anestesia local, e a incisão é feita com bisturi ao redor da lesão, sendo que é importante deixar uma margem de segurança para que seja retirada totalmente. Em até sete dias, os pontos são retirados”, conclui o Dr. Fernando.