Atualmente, clínicas de estética e spas oferecem a argila em tratamentos para o corpo, com a finalidade de combater a gordura localizada e eliminar de 3 a 5 centímetros em um mês


Reportagem: Kátia Neves 

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Além de fazerem bem para a pele, os tratamentos à base de argila ajudam a enxugar medidas
Foto: Danilo Borges

Os tratamentos à base de argila fazem parte dos recursos naturais que ganharam força no segmento da beleza. A argila é resultado da transformação de rochas naturalmente ricas em sais minerais.

Ela é composta principalmente por silicatos de alumínio hidratados. No entanto, é possível encontrar nas argilas diversos oligoelementos que ajudam nos tratamentos de beleza, como titânio, magnésio, cobre, zinco, alumínio, cálcio, potássio, níquel, manganês, lítio, sódio e ferro. “Esses minerais funcionam como potencializadores de determinados efeitos, conforme a sua concentração”, explica Elaine Veríssimo, diretora de Desenvolvimento da Árago Dermocosméticos (SP).

Para ela, as propriedades normalizadoras e cicatrizantes da argila devem-se às trocas energéticas, iônicas e radiônicas exercidas pelos elétrons livres existentes nos minerais de sua composição. “De acordo com a cor da argila é que se tem a concentração maior ou menor de um determinado mineral, que se direciona o seu uso de acordo com a cliente e o tratamento proposto”, explica Elaine Veríssimo.

As cores e seus benefícios

Existem dois tipos de argila: as primárias, originadas da decomposição do solo por ações físico-químicas do ambiente natural, por meio dos anos, apresentando-se normalmente na forma de pó. E as secundárias, decorrentes da sedimentação de partículas transportadas por meio das chuvas e dos ventos, que se apresentam na forma pastosa ou de lama (argila + água).

De acordo com José Paschoal Rossetti Filho, cosmetólogo e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Mezzo Dermocosméticos (SP), as diferenças entre essas argilas ocorrem por causa da região onde são encontradas. “A coloração natural da argila já indica sua composição e, consequentemente, suas propriedades. Dessa forma, o ideal é as utilizarmos sem corantes artificiais”, alerta.

Preta: tem ação anti-inflamatória e absorvente. Melhora a circulação sanguínea.

Rosa: é a mais suave de todas. É a mistura da branca e da vermelha. Indicada para peles sensíveis, delicadas, com vasinhos e rosácea, pois possui ação suavizante e emoliente.

Verde: sua coloração deve-se à presença de óxido de ferro associado a outros minerais. Combate edemas, tem ação secativa, antisséptica, bactericida, analgésica e cicatrizante. Indicada para as peles oleosas e acneicas e em produtos para cabelo oleoso.

Amarela: rica em dióxido de silício, elemento catalisador para formação da base de colágeno da pele, é indicada para rejuvenescimento e combate à flacidez.

Branca: argila primária, composta de silicato de alumínio hidratado, resultante da alteração de rochas lavadas pela chuva. Possui um pH muito próximo ao da pele e seus principais benefícios são: clarear, absorver oleosidade sem desidratar, suavizar e cicatrizar.

Marrom: possui percentual de ferro e elevado teor de silício, alumínio e titânio e outros oligoelementos. Resulta em efeito ativador a circulação. É uma argila rara, devido à sua pureza. É eficaz contra acne e espinha e tem efeito rejuvenescedor.

Vermelha: argila secundária, porosa, rica em óxido de ferro e cobre. Hidrata e previne o envelhecimento da cútis.

Cinza: contém aproximadamente 60% de sílica, o que faz que tenha grande afinidade com a água, sendo muito eficaz para inchaços e edemas. Tem pH mais alcalino, por isso é secativa e absorvente, ideal para peles oleosas.