Doença que assusta os beijoqueiros de plantão, o herpes labial pode se manifestar com coceiras e ardência nos lábios. Fique atenta!

Reportagem: Monique Zagari Garcia

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O herpes labial também pode ser contraído pelo uso de objetos pessoais do portador do vírus

Foto: Danilo Borges

Que atire a primeira pedra quem não gosta de beijar na boca. Mas antes de pensar nisso, é preciso estar atenta a alguns cuidados que vão garantir a integridade de sua saúde e ainda evitar muitos constrangimentos. Estamos falando do herpes labial, doença que você pode contrair facilmente ao ter contato íntimo ou até mesmo indireto (uso de objetos pessoais) com seu portador. “O herpes labial é uma doença infecto contagiosa provocada pelo vírus Herpes Tipo 1, sendo adquirida na maioria das vezes nos primeiros anos de vida. Uma vez adquirida, o vírus permanece latente no organismo, podendo ou não se manifestar dependendo da imunidade da pessoa, que geralmente é afetada por alterações emocionais, período menstrual, exposição celular, cirurgias, dietas e infecções”, define a Dra. Ana Célia Xavier, dermatologista do Hospital São Camilo (SP).

Segundo o Dr. Valcinir Bedin, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética – Regional SP, o período de maior risco de transmissão do herpes labial é durante as crises e nos dois dias que a antecedem, podendo também ocorrer mesmo quando não há lesões aparentes. “Numa população urbana, a maioria das pessoas adultas é portadora do vírus sem manifestar a doença. Dependendo de fatores considerados desencadeantes, a doença pode se manifestar ou permanecer assintomática, na forma de portador assintomático. Dados demonstram que 90% das pessoas têm o vírus e 60% delas o manifestam clinicamente”, aponta o médico.

Coceira e ardência nos lábios podem ser os primeiros sinais de que você contraiu o herpes labial. “Após os sintomas iniciais, ocorre a formação de pequenas bolhas agrupadas, como num buquê sobre área avermelhada e inchada. As bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida (é a fase de maior perigo de transmissão da doença). Por fim, a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização. A doença pode durar de 5 a 10 dias”, afirma a Dra. Maria Paula Del Nero, especialista em dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Academia Americana de Dermatologia e da International Academy of Cosmetic Dermatology (SP).

O tratamento para o herpes labial consiste na aplicação tópica e ingestão oral de antivirais à base de aciclovir com prescrição médica. “Associado ao tratamento oral e tópico, a aplicação de laser de emissão de diodo de baixa potência (LED) também pode contribuir para que os sintomas sumam mais rápido”, completa a Dra. Maria Paula. Para prevenir a doença, boas dicas da especialista são evitar o estresse e sol, além de manter boa imunidade com alimentação saudável. “Evite beijar e ter contato direto ou indireto (usar os mesmos utensílios, como copo e maquiagem) com pessoas que portem o herpes e estão na fase inicial da doença (com bolhas nos lábios)”, alerta a Dra. Luciana Macedo de Oliveira, diretora médica da Clinique des Arts (SP).