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Focar a atenção nos intervalos em que ingerimos as refeições é capaz de eliminar até 5 quilos na balança em apenas 30 dias. Saiba tudo sobre a dieta budista!

Por Caroline Randmer | Adaptação Ana Paula Ferreira

Cientista afirma que segredo para perder peso está no

intervalo de tempo entre as refeições / Foto Shutterstock

Muita coisa mudou nas últimas décadas no que diz respeito à nossa saúde e ao bem-estar. A maneira como temos encarado a vida vem caminhando para um lado mais leve e consciente a cada dia. Por isso mesmo não é surpresa ver que certos ensinamentos do budismo acabaram se instaurando em nossa rotina de uma forma quase que imperceptível. E isso não tem nada a ver com religião, mas com ferramentas que qualquer pessoa pode colocar em prática para viver uma vida mais plena, como técnicas de controle das emoções, meditação e ioga.

Então por que não aplicar as lições dessa filosofia milenar às refeições que fazemos todos os dias? Essa é a proposta do escritor e cientista americano Dan Zigmond em seu livro Buddha’s Diet: The Ancient Art of Losing Weight Without Losing Your Mind (“Dieta de Buda: A Antiga Arte de Perder Peso sem Enlouquecer”, em tradução livre), no qual defende o jejum intermitente. “O método foca em livrar a pessoa dos maus hábitos enquanto desintoxica o organismo”, conta Gabriela Cilla, gastróloga pelo Senac, de São Paulo (SP). 

Zigmond afirma que o segredo para a perda de peso está no intervalo de tempo em que as refeições são ingeridas. Isso porque, de acordo com ele, o metabolismo funciona mais rápido e queima mais calorias depois de passar algumas horas em repouso. “O jejum intermitente foi determinante para a sobrevivência da espécie de nossos ancestrais, que evoluiu com adaptações fisiológicas provenientes da escassez de alimentos. A partir daí, surgiram ideias de que o jejum induzido poderia promover resultados satisfatórios na mudança da nossa composição corporal, na performance e nas adaptações metabólicas”,  explica Rachel Faria, nutricionista funcional e ortomolecular, do Rio de Janeiro (RJ).

Embasamento científico

Apesar de o método ir na contramão daquela antiga regra de nutrição de se alimentar a cada três horas, saiba que Zigmond não é o único a defender essa tática de emagrecimento. Um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisa Biomédico da Louisiana State University's Pennington, nos Estados Unidos, revelou que o jejum noturno aumenta a queima de gordura e reduz os ataques de fome durante o dia. Para chegarem a essa conclusão, os estudiosos acompanharam um grupo de homens e mulheres com sobrepeso entre 20 e 45 anos por dois períodos de quatro dias. Em ambos os períodos, os participantes consumiram cardápios iguais, com o mesmo número de calorias. A diferença é que durante os primeiros dias a última refeição era realizada à tarde e, nos últimos, as garfadas da janta eram dadas no fim da noite. Durante a primeira parte do estudo, homens e mulheres apresentaram menos fome e aumentaram a quantidade de gordura queimada enquanto dormiam. “Esse ainda é um tema relativamente recente,  mas além dos benefícios ligados ao emagrecimento, o jejum também está relacionado à ativação do nosso sistema parassimpático, que reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca e melhora a motilidade intestinal”, revela Rachel Faria.

Colocando em prática

E de quanto tempo exatamente seria esse jejum, você deve estar se perguntando. Para tirar proveito do método você pode começar limitando a janela de consumo de alimentos a 13 horas por dia. Isso significa que se a primeira refeição do dia acontecer às 8h, você deve jantar, no máximo às 21h. Aí, a cada semana, você pode reduzir uma hora desse intervalo entre refeições até chegar a uma janela de 9 horas entre o café da manhã e o jantar. Nesse caso, para evitar que a última refeição seja servida muito cedo, tente fazer o desjejum às 9h e sirva o jantar às 18h (confira abaixo o cronograma com uma sugestão de horários para o jejum intermitente).



Fique atenta

O método traz benefícios ao corpo e à saúde, mas por ser um tanto quanto diferenciado, não deve ser seguido por todo mundo. “Pessoas que praticam atividades físicas à noite, por exemplo, devem evitar o hábito para manter a qualidade do exercício ao entardecer”, explica Fellipe Savioli, médico do esporte e nutrólogo pela Associação Brasileira de Nutrologia, de Belo Horizonte (MG). Além disso, pessoas que sofrem com estresse e gastrite crônica também são aconselhadas a tentar outro tipo de dieta, já que o jejum prolongado pode causar alterações hormonais e intensificar esses dois problemas. Mas se você não faz parte desses grupos que acabamos de citar, confira a seguir o cardápio elaborado por Gabriela Cilla e coloque a dieta Buda em prática sem medo. E se quiser adaptar o menu, lembre-se de dar preferência aos orgânicos e alimentos de origem natural, sem uso de conservantes ou adoçantes – nada de frituras ou junk food.

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