Fazer escolhas saudáveis é importante, mas o humor e o pensamento também colaboram com a perda de peso. Então, veja como mudar sua cabeça pode te ajudar a emagrecer

Por Mônica Miliatti e Marcia Di Domenico | Adaptação Ana Paula Ferreira 

É importante trabalhar o equilíbrio emocional para entender que perder peso não é

sinônimo de sofrimento / Foto Shutterstock

Que emagrecer exige força de vontade e uma dose de esforço não é novidade. Mas você já parou para pensar no porquê de querer emagrecer? Refletiu, antes de começar uma dieta, se seu momento de vida era propício para isso? Perder peso é resultado de uma transformação profunda e complexa e, ao contrário do que muita gente pensa, não começa na boca, mas na cabeça. 

Segundo a nutricionista esportiva Vivian Ragasso, de São Paulo, somente quando você decide internamente trocar hábitos ruins por uma vida saudável é que as mudanças acontecem. “É preciso entender que dieta, sozinha, não funciona”, diz. “Quando finalizam o processo, atingindo o peso desejado, a maioria das pessoas acaba voltando a comer errado, podendo até a ganhar mais quilos do que os que foram perdidos. O que funciona é a reeducação alimentar.”

Reeducando a mente

Além da mudança de hábitos, é preciso estar consciente sobre quais são seus sabotadores do emagrecimento, trabalhar o equilíbrio emocional e reprogramar a mente para entender que perder peso não precisa ser sinônimo de sofrimento. De acordo com a coach de emagrecimento Cintia Seabra, de São Paulo, o maior erro está em buscar uma solução para o corpo quando, na verdade, o primeiro passo deve ser compreender as causas emocionais e psicológicas que levam ao excesso de peso. “Pode ser difícil seguir uma dieta ou uma rotina de exercícios se você estiver vivendo uma fase de muita ansiedade ou cheia de problemas em algum setor da vida”, fala. “É preciso ir direto à causa do sobrepeso, em vez de querer resolver a gordura.”

Felicidade, sua aliada

Para garantir que o processo flua naturalmente (e você conquiste a perda de peso que deseja), é preciso ter certeza de que sua saúde mental vai bem, obrigada. Cintia comenta que muitas pessoas acham que perdem a autoestima porque engordaram, mas a verdade pode ser o contrário. “É mais certo que, primeiro, ela perdeu o amor-próprio e o respeito consigo mesma e, a partir daí, começou a engordar”, explica.

Estresse e cansaço, medo, solidão e tristeza, quando não trabalhados para serem resolvidos, podem colaborar para episódios de compulsão alimentar. “Somos seres sistêmicos, tudo está interligado”, analisa Cintia. “Da mesma forma que sabemos que emoções negativas favorecem o surgimento de doenças físicas, emoções positivas facilitam o equilíbrio e o alcance do peso ideal.”

Felicidade e saúde mental, inclusive, interferem diretamente no funcionamento do metabolismo e no peso. “Além de uma motivação, a felicidade é uma questão de bioquímica corporal”, comenta Willian Ferraz, master coach especialista em neuroemagrecimento e presidente da Fundação Ideah. “Quem não está feliz tende a ter mais culpa com relação aos alimentos, o que desencadeia a liberação de cortisol e acaba desacelerando o metabolismo.”

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