Entender o que significa cada item presente na embalagem é tão importante quanto saber a procedência dos alimentos. Veja o que significa cada um dos nomes que vemos como componentes dos produtos e suas quantidades recomendadas

Por Rita Santander | Foto Shutterstock | Adaptação Ana Paula Ferreira



Você já ouviu falar em benzoato de sódio, fosfato tricálcico ou citrato de sódio? Nunca? Pois saiba que esses componentes provavelmente fazem parte das suas refeições diárias, e muitas vezes passam despercebidos.  Por isso, é importante entender a rotulagem dos alimentos.

De acordo com a nutricionista Flavia Dichelli, o rótulo é a identidade do produto e tem como objetivo garantir que os consumidores tenham as informações completas do alimento que será ingerido. “Esses ingredientes aparecem em ordem decrescente, ou seja, o primeiro é o que está presente em quantidade maior”, completa.

Todo rótulo precisa ter

Para que um alimento esteja no mercado, ele deve atender algumas normas de segurança e qualidade estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dessa forma, se um produto tem quantidades de qualquer componente superior ao permitido pelo órgão, ele não pode ser comercializado. Ainda assim, seus valores exatos e equivalência devem estar expressos no rótulo. De acordo com Flávia, mesmo que as quantidades de alguns componentes seja zero, a indústria é obrigada a identificar na embalagem o valor contido de cada um desses itens:

Valor energético: é a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais. No rótulo o valor energético é expresso em forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ).

Carboidratos: são os componentes cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo, principalmente do cérebro.

Proteínas: componentes necessários para construção e manutenção dos órgãos, tecidos e células.

Gorduras totais: as gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras de um alimento.

Gorduras saturadas: tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. O seu consumo deve ser moderado, pois em grandes quantidades pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Quando a %VD (veja mais ao lado) é alta, significa que o alimento apresenta grande quantidade de gordura saturada em relação à necessidade diária de uma dieta, portanto não é um alimento muito saudável.

Gorduras trans: tipo de gordura encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados. O consumo deve ser muito reduzido, já que o nosso organismo não necessita desse tipo de gordura e por favorecer o aparecimento de doenças cardíacas.

Fibra alimentar: presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal,  como frutas, hortaliças e alimentos integrais. Sua ingestão auxilia no funcionamento intestinal. Consuma alimentos com alto %VD de fibras alimentares.

Sódio: evite os alimentos que possuem alto %vd em sódio. Cuidado com os temperos prontos, salgadinhos e conservas. O valor máximo recomendado por dia é de 2400 mg. O ideal é que não ultrapasse 400 mg a cada 100 g.

Percentual de valores diários (%VD): número que indica o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes em relação a uma dieta padrão de 2000 calorias.

Via Revista Dieta Já! Ed. 266