Não é porque a palavra não está citada no rótulo do alimento que ele é livre de açúcar. Conheça outros nomes que podem sinalizar o ingrediente!

Por Rita Santander | Foto Shutterstock | Adaptação Ana Paula Ferreira



Um grande erro que frequentemente cometemos ao olhar os rótulos é voltar a atenção para a tabela nutricional, sem a preocupação da composição dos ingredientes. Um alimento classificado como “sem adição açúcar” no rótulo não necessariamente é sem açúcar na sua composição.

“Ingredientes como maltodextrina, sacarose, dextrose, xarope de glicose, xarope de milho, frutose, mel e açúcar mascavo provocam o mesmo efeito no organismo que o carboidrato e o açúcar branco ou refinado, sendo, então, considerados como açúcar do mesmo jeito, porém, com outra denominação”, esclarece a nutricionista Flavia Dichelli, de São Paulo. Confira algumas formas de açúcar:

Sacarose 

É formada por uma molécula de glicose e uma de frutose. A glicose será processada no pâncreas, enquanto a frutose será metabolizada no fígado, quando consumida.

Frutose 

É o açúcar encontrado nas frutas e em diversos tipos de açúcares industrializados. A frutose dos sucos de fruta e xarope de milho podem causar uma resistência à insulina, e consequentemente, diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

Lactose 

É o açúcar contido no leite.

Maltodextrina 

É uma grande molécula da glicose com altíssimo índice glicêmico,  metabolizada de forma rápida no organismo e, consequentemente, produzindo um pico de insulina no sangue e o armazenamento de gordura.

Dextrose 

É um sinônimo de glicose, a forma mais simples do açúcar e a única fonte que o nosso organismo consegue absorver. Assim como a maltodextrina, a dextrose também gera o pico de insulina que vai resultar em energia não aproveitada e ser armazenada no corpo em forma de gordura. 

Além dessas denominações do açúcar, existem outros nomes encontrados nos rótulos dos produtos como: açúcar invertido, demerara, açúcar magro, light, confeiteiro, mascavo, orgânico, mel, agave, que, com pequenas variações, atuam basicamente da mesma forma no nosso organismo.

Via Revista Dieta Já! Ed. 266