Na ânsia por um corpo definido, muitas mulheres estão abusando das proteínas e colocando a saúde em risco – causando até osteoporose. É o seu caso? Fique de olho nesses sinais!

Texto Amábile Reis | Adaptação Ana Araujo

Proteína em excesso faz mal à saúde

Proteína em excesso faz mal à saúde! Veja se você está exagerando na dose

Foto: Pixabay

Franguinho grelhado, ovo, batata-doce. Conhece esse cardápio? Então você pode fazer parte do grupo de mulheres “viciadas” em alimentos com alto poder proteico. Na busca por um corpo mais forte e definido, elas acabam restringindo o grupo alimentar e nem imaginam que estão colocando a saúde em risco. Por isso, fique de olho nesses sinais que indicam que, sim, você está consumindo proteínas demais.

1. Urina com odor forte, suor salgado e mau hálito. “A proteína, para ser digerida, produz metabólicos que devem ser eliminados do corpo. Em excesso, aumentam o trabalho de fígado e rim. Os órgãos nos sinalizam os esforços com os sintomas citados”, aponta a nutricionista Isabel Jereissati, do Rio de Janeiro.

2. Constipação, proveniente da carência de verduras e fibras do cotidiano.

3. Em longo prazo, carência hormonal. “A produção comprometida de estrogênio, progesterona e testosterona acarreta problemas na menstruação, a vagina fica seca, cria possibilidades de infertilidade e reduz a libido. Além disso, o estrogênio é responsável por fixar cálcio ao osso. Sem ele, aumenta-se o risco de osteoporose”, alerta o ginecologista José Bento, de São Paulo.

4. A proteína animal aumenta, ainda, o risco de doenças graves como câncer, entre eles o câncer do intestino, já que as carnes se degradam no órgão, liberam toxinas e causam má formação das células.

5. As proteínas animais são acompanhadas de gordura saturada, que se alojam nas artérias e nos vasos, oxidam, endurecem as veias e geram doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.

6. Em casos extremos, a alimentação radical pode levar ao coma. “Ao eliminar os carboidratos do cotidiano, as proteínas são transformadas em energia, usando a massa magra como combustível, e faz que corpos cetônicos sejam liberados na corrente sanguínea. Eles são tóxicos para o organismo e, em excesso, levam a um coma”, alerta a nutricionista.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 326

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