Famosas como Kate Middleton, Victoria Beckham, Michelle Pfeiffer, Kylie Minogue e Gwyneth Paltrow usam veneno de abelha para rejuvenescer a pele


Reportagem: Carmen Cagnoni

veneno

Veneno de cobra e de abelha são usados em tratamentos para  rejuvenescer a pele
Foto: Danilo Borges / Realização: Tomaz Souza Pinto

Kate Middleton, Victoria Beckham, Michelle Pfeiffer, Kylie Minogue e Gwyneth Paltrow se renderam aos efeitos de uma máscara formulada com veneno de abelha. Chamada de Bee Venom, a máscara possui cerca de 1% do veneno e atua na pele instantaneamente.

“A proposta do creme Bee Venom Mask, da esteticista inglesa Deborah Mitchell, que deu fama ao ativo inusitado, é simples: uma máscara que tem como princípio ativo a melitina, aminoácido presente no veneno do inseto. O produto estimula a circulação do sangue e aumenta a produção de colágeno, além de impulsionar a renovação celular”, explica Bianca Gastaldi, dermatologista (SP). O novo ativo tem sido utilizado em produtos anti-idade, para prevenção da calvície, anti-inflamatórios e imunomoduladores.

Não pense que essa história nasceu sem fundamento. Um médico chamado Sang Mi Han tem realizado diversas pesquisas para comprovar a contribuição do veneno de abelha na formação de colágeno da pele. “Há muitos estudos mostrando que uma proteína chamada calmodulina também tem sua atividade regulada pela melitina, e a estrutura tridimensional do complexo vem sendo estudada por diferentes pesquisadores.

Existem também pesquisas sobre a ação dos compostos da melitina com resultados benéficos ao rejuvenescimento cutâneo, assim como os fatores de crescimento”, relata Analise H. Leite Taleb, farmacêutica, membro da Sociedade Francesa de Cosmetologia e da Sociedade Americana de Farmacêuticos, cientista e bioquímica da Tave Pharma (SP).

Uma coisa é certa: a indústria cosmética está sempre à procura de algo que possa suavizar os efeitos do envelhecimento e substituir de forma tópica o procedimento mais realizado pelos dermatologistas de todo o mundo: a aplicação de toxina botulínica para suavizar rugas de expressão. “Como a toxina tem sua ação limitada a apenas três a quatro meses, quando existe a necessidade de reaplicação, a busca por um procedimento menos invasivo continua sendo alvo de muitas pessoas”, explica Bianca Gastaldi.