Você sabia que os hormônios têm grande influência sobre o abdômen? Veja aqui como fazê-los trabalhar para conquistar a barriga chapada

Texto Thais Szegö | Adaptação Ana Araujo

Hormônios que ajudam a conquistar a barriga chapada

Alguns hormônios podem ajudar você a conquistar a barriga chapada

Foto: Shutterstock

A ação de alguns hormônios tem influência sobre a forma como seu corpo armazena gordura e pode determinar se você vai ter gominhos ou pneuzinhos. A boa notícia é que pequenas alterações nos hábitos podem ajudar a evitar que esses acúmulos se concentrem na região abdominal. Coloque seus hormônios para trabalharem a favor da barriga chapada!

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1. “Apenas uma noite maldormida já leva a um comprometimento na produção do cortisol”, afirma Shawn Talbott, especialista americano em metabolismo, nutrição e performance humana, autor do livro The Cortisol Connection (“A Conexão Cortisol”, em tradução livre, ainda não publicado no Brasil). “Abra mão de um pouco de sono, umas duas horas durante três noites, por exemplo, e o hormônio pode aumentar em cerca de 50%, pois o corpo entende a privação de descanso como estresse e lança mão da substância para lidar com a situação”, explica Talbott.

2. Descansar um pouco durante o dia também pode ajudar. Um estudo da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, revelou que uma soneca de uma a duas horas é capaz de reverter os efeitos de uma noite ruim sobre o cortisol. “Mas o ideal é não dormir nem de mais, nem de menos, pois trabalhos científicos têm mostrado que o excesso de horas de sono também afeta o organismo da mesma forma que a falta”, conta Dermival Pansera.

3. Tomar chá parece ser outra forma de ajudar a reduzir o cortisol. Pesquisadores britânicos descobriram que ingerir o tipo preto descafeinado quatro vezes por dia durante seis semanas é o suficiente para desencadear esse efeito benéfico. “Não sabemos exatamente como isso acontece, mas imaginamos que esteja relacionado aos flavonoides dessa bebida”, diz Andrew Steptoe, diretor do Instituto de Epidemiologia e Cuidados com a Saúde da Universidade College London, na Inglaterra, que participou da investigação.

5. Outras formas de adicionar flavonoides à sua dieta é comer ao menos cinco porções diárias de frutas e vegetais coloridos.

6. A melhor maneira de reduzir os níveis de insulina é ter uma dieta pobre em carboidrato, especialmente na sua versão refinada, pois ele é rapidamente convertido em glicose e, por tabela, desencadeia picos desse hormônio, o que em longo prazo pode levar à resistência insulínica. Além disso, a insulina em excesso estimula enzimas que facilitam a formação de gordura e prejudica a ação de outras que quebram a substância, liberando-a para o uso. “Por isso, se você tiver uma alimentação pobre em carboidratos o seu corpo vai produzir menos insulina, permitindo que a gordura seja liberada na circulação sanguínea de maneira mais eficiente e, assim, seja queimada com mais facilidade”, explica Martha Belury, professora de nutrição humana da Universidade Ohio State, nos Estados Unidos. “Uma dieta com quantidades reduzidas de carboidratos ainda é a chave para diminuir os níveis de testosterona nas mulheres”, acrescenta Sara Gottfried.

7. “Também é interessante investir em alimentos ricos em zinco, como ostras, semente de abóbora e carne bovina, pois a deficiência desse mineral está associada a altos níveis de testosterona no público feminino”, acrescenta Sara.

8. Outra boa tática: ingerir pequenas quantidades de alimento várias vezes ao longo do dia. Uma pesquisa recente liderada por Martha Belury mostrou que pular refeições pode desencadear o acúmulo de gordura na barriga. Na investigação, um grupo de ratos teve acesso a uma quantidade ilimitada de comida, enquanto o restante foi estimulado a comer demais de uma vez só. A segunda turma estocou mais gordura abdominal, mesmo quando todos os animais ingeriram a mesma quantidade de alimento. De acordo com a especialista, a explicação para esse resultado estaria na resistência insulínica que foi desencadeada nos roedores que se empanturraram, enquanto no restante os níveis de insulina ficaram mais equilibrados. Existem muitos outros trabalhos confirmando essa relação. “No entanto, já há novas evidências mostrando que ingerir a mesma quantidade de calorias em pequenas refeições pode provocar mais fome e, por tabela, ganho de peso”, afirma Dermival Pansera. Na dúvida, converse com o seu médico e preste atenção no seu corpo para ver qual é a melhor opção para você.

9. Da mesma maneira que você quer diminuir os níveis dos hormônios que ajudam a estocar gordura, também precisa estimular as substâncias que combatem o seu acúmulo. As catecolaminas, hormônios que agem como reguladores do metabolismo, e o hormônio do crescimento (que promove o crescimento muscular) ajudam a liberar os estoques de gordura para que eles possam ser mandados para os músculos com o intuito de fornecer energia. É possível estimular a produção dessas substâncias com treinos de alta intensidade, como o HIIT.

10. Uma última peça desse quebra-cabeça: o hormônio adiponectina, que ajuda a garantir que a gordura liberada seja de fato queimada. Um trabalho do Instituto Nacional de Cardiologia da Cidade do México revelou que baixos níveis de adiponectina estão associados à resistência insulínica e ao acúmulo de gordura na barriga. “A forma mais efetiva de normalizar a produção dessa substância no seu organismo é perder peso, pois quanto mais gordura corporal você tiver, menores serão os seus níveis”, diz Gottfried.

11. Gottfried também sugere comer uma ou mais porções de alimentos ricos em magnésio por dia, como couve e espinafre, por exemplo, pois um trabalho científico publicado no periódico científico Journal of Nutrition mostrou que essa substância tem um efeito positivo sobre a adiponectina.

Revista Corpo a Corpo | Ed. 327

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