O slackline chapa o abdome, afina a cintura e deixa coxas e bumbuns durinhos. O mais legal é que você mesma monta seu treino e pode praticá-lo ao ar livre

Reportagem: Caroline Sarmento

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A atriz Sheron Menezes pratica slackline, na modalidade trickline, nas praias de Copacabana
Foto: AGNews

Chapar o abdome, afinar a cintura, tornear coxas e bumbuns são sonhos possíveis com o slackline, esporte no qual o atleta tem que se equilibrar sobre uma fita. O slackline surgiu com  escaladores  nos Estados Unidos, entre os anos 70 e 80, se popularizou como um treino de equilíbrio e promete ganhar as terras brasileiras por causa dos benefícios. O treino é ideal para quem gosta de atividades ao ar livre e quer economizar.

"O slackline trabalha a região do abdome e basicamente está dividido em dois exercícios: de movimentos (ao andar sob a corda, ou arriscar uma nova manobra) e estáticos (sentar, tentar uma nova posição, levantar um pé, etc)", explica Isaias Rodrigues, professor-sócio da Monday Academia (SP).

Para praticar o slackline, você tem que ficar em pé por mais de um minuto sob uma fita de nylon, de 7 a 15 cm de distância e 5 cm de largura, em uma altura aproximadamente de 30 cm. O esporte desenvolve a  concentração, equilíbrio, consciência corporal, foco, flexibilidade, agilidade e a coordenação motora. Em 2h dá para perder 400 calorias!

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Os grupos de slackline costumam ser mistos, com homens e mulheres
Foto: Divulgação

O diferente do slackline é testar seus limites e arriscar manobras em cima da corda, sentar sob o nylon, ou apostar em posições de equilíbrio. Se serve como estímulo para sempre inovar no slack, Rodrigues recomenda: "O corpo acostuma rapidamente com exercícios que forcem estímulos físicos. Para continuar a ter resultados no corpo e perder calorias, o ideal é soltar a criatividade e criar o seu próprio treino. Como levantar um dos pés, ou tentar andar com vendas nos olhos, mas claro, sempre visando a segurança". 

O esporte é dividido em quatro modalidades básicas: trickline (realização de manobras de saltos), longline (com fitas caminmaiores, a partir de 20 m), highline (praticado em alturas superiores a 5 m) e waterline (slackline sobre a água). Os níveis do esporte começam da caminhada até as manobras mais ousadas como sentar, ou pular sob o nylon. A conquista para cada modalidade vai depender da dedicação e coragem de cada participante.

Segundo Ágata Cobos, estudante de ciências biológicas e praticante de slackline, são poucos os esportistas que são especializados no assunto aqui no Brasil. Por ser uma prática nova, é comum ver amadores e corajosos sob a fita.

Ágata pratica slackline há 2 anos. Junto com um grupo de amigos, a direção do Parque Estadual Alberto Löefgren (Horto Florestal) e a estudante de biologia foi possível estrear os Slackpoints paulistas. "Nós praticamos o esporte na Zona Norte de São Paulo. Nos unimos juntamente com a direção do Horto Florestal e conquistamos o 1° slackpoint da cidade, localizado no Horto Florestal Zona Norte”.

O esporte está liberado para todas as idades: de crianças de 5 anos até as senhoras e senhores de 80 anos. “No nosso grupo, no ABC Paulista, temos a Dona Maria de Lurdes. Ela tem 80 anos e sempre aparece pra 'brincar' um pouco com a gente”, afirma a praticante de slackline e estudante Roberta Santana. A estudante é novata e tem quatro meses de experiência.